A competição pretende fomentar o empreendedorismo feminino na Europa. As inscrições estão a decorrer.

A Women Startup Competition (WSC) pretende celebrar o empreendedorismo feminino e a diversidade de género no ecossistema empreendedor europeu, maioritariamente dominado por homens.

O presidente do Grupo Banco Mundial é um dos ativistas contra esta disparidade. Jim Yong Kim garante que uma das maneiras de acabar com a pobreza é aumentar o estatuto das mulheres empreendedoras.

Até dia 19 de maio há oito semifinais e as inscrições podem ser feitas uma semana antes de cada um destes eventos. Para a sua start-up estar elegível para participar precisa de preencher um dos seguintes requisitos:

– A equipa fundadora ser composta por, pelo menos, 50% de mulheres;
– A CEO ser uma mulher;
– e 50% da equipa ser composta por mulheres.

O objetivo é dar mais visibilidade e oportunidade de conhecer investidores às start-ups dominadas por mulheres.

Esta competição vem lutar contra um problema atual do tecido empreendedor europeu em que apenas uma em cada quatro start-ups é criada por mulheres. Um número que se agrava ainda mais quando olhamos para o quantidade de investidores do sexo feminino, que representa menos de 7% deste universo.

Cada semifinal da Women Startup Competition consiste em duas rondas:
Na primeira, as participantes vão ser avaliadas online por um júri de empreendedores, mentores e líderes de inovação de empresas como a Microsoft, Deloitte e IBM.

Para a segunda ronda avançam entre 10 e 15 start-ups, que vão participar num bootcamp de dois dias. Nesta fase as equipas terão de fazer um pitch de dois minutos e, em troca, vão receber feedback, conselhos e oportunidades de negócio do painel de especialistas do evento.

As vencedoras desta segunda ronda passam imediatamente à final, que se realizará em Londres, no dia 15 de setembro deste ano. Nesta fase, as equipas participam num programa de cinco dias, onde receberão orientação e treino de mentores. O trabalho culminará num Demo Day onde vão ser apurados os grandes vencedores.

Em jogo estão dois anos de mentoria, ajuda em contactos e no negócio por parte da incubadora da WSC e oferta de material informático como Macbooks e iPads. As restantes start-ups participantes também beneficiarão de patrocínios e oportunidades de relações públicas.

Citado em comunicado, Tamás Müller, o fundador da WSC, explica que criou este programa “para encorajar e ajudar as start-ups com diversidade de género a deixarem a sua marca na indústria”, acrescentando ainda que “a nossa competição anual pretende tornar a aventura empreendedora das mulheres menos solitária, mais conectada e com mais impacto”.

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