A Volkswagen e a Renault já deram a conhecer as datas em que pretendem lançar veículos elétricos para as suas plataformas de carsharing. O objetivo é apoiar uma mobilidade mais sustentável.

Numa altura em que os grandes fabricantes de automóveis estão a tentar aferir qual é o futuro da indústria, tudo aponta para que a tendência passe por deixar de haver proprietários de carros, mas sim que estes comecem a ser alugados – como se de um serviço se tratasse.

Tanto a Volkswagen (VW) como a Renault já apresentaram as suas intenções de criar plataformas de carsharing (partilha de carros) elétricos, com o objetivo de promover uma mobilidade mais sustentável.

A plataforma da VW, intitulada We, vai começar a oferecer veículos elétricos neste formato de aluguer a partir de 2019, na Alemanha. A expansão para outras zonas da Europa e para a América do Norte e Ásia será feita a partir de 2020.

Já a Renault, está a preparar-se para avançar com um serviço idêntico na região de Paris a partir de setembro de 2018.

Estes dois planos vão complementar os serviços já existentes das duas marcas. Atualmente, a VW oferece um sistema de aluguer de veículos e de partilhas de carros próprios através da plataforma MOIA. Por outro lado, a Renault dá acesso a um sistema de partilha de carros convencionais (movidos a gasolina/diesel) em França e um sistema idêntico, mas com carros elétricos, em Madrid.

Outros grandes fabricantes automóveis como a BMW já colocaram este modelo de negócio à prova. A introdução de serviços como a Drive Now, que já está operacional em Portugal há alguns meses e através da qual os utilizadores podem alugar carros das marcas BMW e Mini, são prova disso mesmo.

Por outro lado, também já são algumas as start-ups a apostar fortemente neste setor. A Riversimple, por exemplo, é uma fabricante automóvel britânica que constrói carros a hidrogénio sem nunca os pretender vender. O objetivo da marca é fazer contratos de aluguer com os clientes finais. Com este modelo de negócio, a equipa da Riversimples acredita que como as receitas estão associadas ao número de carros em circulação, em vez de ao número de carros vendidos anualmente, os rendimentos são bastante mais resilientes em momentos maus da economia.

Com este novo tipo de serviços, os utilizadores podem alugar veículos elétricos que, com o preço atual da tecnologia, não estariam ao alcance de todos os consumidores. Através destas iniciativas, as grandes empresas automóveis começam a apostar no possível virar de página para a indústria, ao mesmo tempo que contribuem para uma mobilidade mais sustentável.

Comentários