Se é líder de alguma organização não devia cometer estes cinco erros crassos que podem custar o bem-estar dos seus colaboradores e o bom funcionamento do projeto.

O termo liderança tem vindo a sofrer alterações nos últimos anos e é um dos temas mais debatidos e noticiados na plataforma do Link to Leaders.

Mas o que é que faz de uma pessoa um bom líder? Enquanto que há características intemporais, como a gentileza e o carisma, a definição da palavra líder mudou desde que as novas gerações entraram no mundo do trabalho à procura de alguém capaz de as guiar. Não há nenhuma receita para criar um grande líder, mas há erros que podem ser evitados e que são transversais a todas as indústrias.

Com isto em mente, partilhamos a visão de Laura Garnett, uma estratega de performance e colaboradora da revista Inc., sobre os cinco erros que um bom líder não deve cometer.

Microgestão. Este estilo de gestão pressupõe que um gerente observe ou controle de perto os seus colaboradores. Este mau hábito pode passar a ideia de que não tem confiança nos seus funcionários e que quer controlar tudo constantemente. Uma atitude que não só “corta as asas” aos colaboradores com formas diferentes de executar o seu trabalho, como também negligencia o cargo de líder, visto que está a despender tempo importante do seu dia.

Não apoia a diversidade. Segundo Garnett, este é um dos “novos erros” que está a crescer. A importância de apoiar a diversidade numa empresa é indiscutível, mas para os trabalhadores se sentirem confiantes para mostrar quem realmente são tem de haver apoio por parte dos líderes. Se um líder se mostrar pouco recetivo à diversidade étnica ou de género isso vai refletir-se na base da estrutura da empresa.

Falhar na atribuição de autonomia. Sem autonomia os colaboradores não são capazes de exercer o seu cargo de uma forma livre e, deste modo, nunca vão conseguir atingir o pico do seu desempenho. Se as pessoas que trabalham numa empresa não sentem liberdade para trabalhar da forma que consideram certa, eventualmente vão desistir e avançar para outro emprego.

Falta de autoconsciência. Se não tiver autoconsciência (self-awareness) dificilmente será capaz de avaliar o impacto que está a ter na empresa. Para além disto, esta característica permite perceber quais são os erros que está a praticar, o que precisa de fazer para melhorar e, mais importante que tudo isto, aquilo que o motiva. É importante passar isto à sua equipa para que também eles façam este exercício de se conhecerem melhor.

Ter todas as ideias. O líder do passado estava sempre à frente da empresa. Os líderes de hoje tentam delegar parte do seu trabalho, de forma a terem mais tempo para delinearem a visão a longo-prazo. É ainda mais importante ser capaz de inspirar as pessoas e de lhes mostrar confiança, visto que o mercado nunca esteve tão competitivo. São sempre precisas novas ideias para estar constantemente a melhorar e inovar o negócio. Se o líder não está a utilizar as ideias dos seus colaboradores, não está a usar o seu melhor ativo: a maneira destas pensarem.

Comentários