Faz parte do grupo de pessoas que tem ideias de negócio “fora da caixa”, mas não tem dinheiro nem para investir, nem para avançar com o projeto? Descubra quais são os pontos chave que alguns business angels procuram em start-ups que precisam de investimento.

Philip Argy, advogado na área de Direito de Propriedade Intelectual, investidor experiente, programador informático e membro do grupo australiano Sydney Angels – uma organização criada em 2008 que já conta com 115 membros que investem o seu tempo e dinheiro a ajudar empreendedores – explica o que procura numa start-up que precisa de investimento.

Argy investe nas start-ups para que estas passem de negócios “sem pernas”, financiados por cartões de crédito, poupanças, ajuda de amigos e família e empréstimos, a negócios prósperos e com todos os instrumentos necessários para progredir. No entanto, não é qualquer start-up que tem um “anjo caído do céu” a investir no seu negócio.

Investidores como este advogado procuram essencialmente três pontos fulcrais numa start-up para que esta seja digna de um investimento:

  1. Fundadores inteligentes;
  2. Um projeto/produto que possa progredir e que possa ser defendido (que não seja facilmente copiado) através de patentes, por exemplo;
  3. Provas de que o produto da start-up tem tração no mercado

Quanto aos fundadores, estes “têm de ser recetivos em relação ao que as pessoas lhes dizem. Se encontramos alguém que pensa que sabe tudo, é ‘meio caminho andado’ para falhar nos negócios porque não ouve ninguém. Procuro um fundador que seja apaixonado pelo seu produto, que consiga vendê-lo e mostrar que o mercado está interessado e, por fim, que seja recetivo a conselhos dos investidores e se mostre interessado em aprender com a experiência dos investidores”. Segundo Argy, estes são os candidatos ideais a receber um investimento de um business angel.

Ser business angel tem um risco elevado e é necessário ser resiliente tanto financeiramente como psicologicamente. Argy afirma que apenas um em cada dez investimentos tem um retorno monetário elevado, mas que este pode ser superior a 40 vezes o dinheiro investido.

Grupos como o Sydney Angels tornam os investidores mais disciplinados e contidos na hora de investir, reduzindo a possibilidade de investirem em empresas que não sejam passiveis de gerar lucro. Por consequência, é necessário que start-ups que precisam de investimento, se moldem em relação ao que business angels como Argy procuram.

“O que eu adoro neste mundo é o facto de termos acesso a produtos que ainda ninguém viu. O risco é sempre saber como o público vai receber este produto e a recompensa é ver algo novo antes de toda a gente”, conclui.

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