Metade da população vive nas grandes cidades e os transportes não estão a acompanhar este desenvolvimento. Na verdade estão a piorar a mobilidade devido ao aumento de veículos.

Foi a partir deste problema que surgiu a nova solução da Uber. A start-up mais valiosa do mundo tem-se esforçado para criar soluções para este problema. A UberPOOL, um sistema de partilha de veículos e que está em modo teste em Lisboa durante a Web Summit, é uma delas.

Quem apresentou as novas ideias da empresa foi o seu CPO (Chief Product Officer), Jeff Holden, que garantiu que a UberPOOL é “o começo do fim dos carros próprios”.

Mas a solução que atraiu realmente os participantes para a conferência que iniciou os trabalhos do Web Summit ontem, no palco principal, foi a apresentação dos “novos carros voadores da Uber”.

A empresa que se valorizou por ter um modelo de negócio em que não existem quaisquer tipos de ativos, visto que os carros utilizados na plataforma pertencem ao próprio condutor – ou a uma empresa que detenha uma frota -, está agora a desenvolver uma hipótese para os cidadãos das grandes cidades conseguirem fugir ao trânsito: um híbrido entre um carro e um helicóptero.

Chamamos-lhe um híbrido porque a ideia de colocar a Uber em helicópteros já tinha sido pensada e até houve uma tentativa de implementação. Infelizmente para a empresa, o feedback foi negativo porque associada à utilização de uma larga frota de helicópteros nas grandes cidades há um elevado nível de poluição e de ruído.

Segundo o CPO da empresa, este novo veículo não precisa de condutor e não vai ter quaisquer tipos de emissões de gases. Prevê-se que entre em circulação em 2020 em Los Angeles, a segunda cidade com maior população dos Estados Unidos.

Jeff Holden adiantou também uma parceria com a NASA. Esta ligação com a agência espacial americana tem como principal objetivo desenvolver as novas soluções da Uber mais rapidamente.

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