As candidaturas para a segunda edição do programa de aceleração The Journey já estão abertas. Conheça os desafios e as necessidades do setor neste artigo.

Nunca houve tanta procura por inovação no setor do turismo em Portugal. A entidade responsável por dinamizar o setor, o Turismo de Portugal, tem tido um papel ativo na procura e aceleração de start-ups.

A iniciativa mais recente é a The Journey, uma aceleradora que conta com a parceria de empresas como o Grupo Barraqueiro, NOS, Pestana Hotel Group e SATA Azores Airlines.

Esta é a segunda edição do programa de aceleração totalmente dedicado à área do turismo que conta com a organização da Beta-i. As inscrições já estão abertas e as start-ups têm até ao dia 15 de junho para se candidatarem.

O objetivo do programa passa por posicionar Portugal enquanto plataforma de empreendedorismo e experimentação para start-ups da área do turismo.

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, afirmou em comunicado que a meta é tornar Portugal no principal polo mundial de inovação em turismo. “Neste momento, em que a era digital se consolida e condiciona a sustentabilidade do setor, o Turismo de Portugal continua focado em criar um ambiente propício à inovação através de diversas iniciativas de apoio ao empreendedorismo”, referiu.

Este responsável acrescenta ainda que “a nossa estratégia tem como objetivo a contínua atualização do tecido empresarial, criando as condições ideais para que as start-ups se desenvolvam e afirmem como motor do desenvolvimento do turismo e, em consequência, da economia nacional”.

Nesta segunda edição do The Journey há a procura por start-ups que resolvam um – ou mais – de quatro desafios:

Experiência personalizada do cliente: utilizar recursos como o big data e sistemas de análise preditiva para melhorar a hospitalidade e a experiência no destino;

Experiência de viagem integrada: redução dos pontos de fricção, como o check-in, gestão inteligente dos fluxos turísticos e utilizar tecnologias como a blockchain para proceder a pagamentos, fidelizar o cliente e facilitar toda a logística e contratos;

Apoio ao cliente: estratégias de mobilidade com recurso a interações multiplataformas para melhorar a satisfação geral e potenciar a fidelização;

Socialmente consciente: soluções que coloquem os parceiros do programa como atores centrais das novas lógicas de sustentabilidade dos destinos e soluções que potenciem a descentralização da procura ao longo do território e do tempo.

Do lado da organização, Pedro Rocha Vieira, cofundador e CEO da Beta-i, afirma que “o sector do Turismo é dos mais importantes sectores da economia nacional e um dos que mais tem crescido em Portugal. Importa notar que esta iniciativa surge num momento em que se antecipa que o turismo cresça a uma razão de 4% ao ano, nos próximos 10 anos. De facto, o objetivo declarado é que, em 2027, Portugal possa registar 80 milhões de dormidas, mas para manter este crescimento de forma sustentada é preciso também alavancar esta indústria em processos de inovação”.

Depois da fase de candidaturas, haverá um bootcamp de quatro dias, entre 10 e 13 de setembro, que selecionará as 15 start-ups eleitas para a fase de aceleração. Depois disto, seguem-se nove semanas de aceleração e pilotagem, que vão decorrer entre 17 de setembro e 20 de novembro. No último dia haverá um demo day, onde as start-ups terão oportunidade de apresentar os projetos que desenvolveram.

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