On the 10th Anniversary of the Portuguese Business Angel Association – APBA.

Europe and Portugal in particularly were rocked by the financial crisis during the last years. However, we can now see very clear trends associated with the way the economy is being rebuilt – one of them is the dynamics of a thriving entrepreneurial ecosystem with the launch of startups aiming to be global players in fields like ICT, biotech, artificial intelligence, amongst others.

I remember that over 10 years ago, I met with the group of founders and we came to the conclusion that he best way to contribute to this community was to create an organization that would allow those who wanted to support a new entrepreneurship model through investment in startups, to join forces. Thus, the Portuguese Association of Business Angels – APBA took shape and was founded.

The development of our ecosystem during these past 10 years has been remarkable:

– Ten years ago the Business Angels’ were practically unrecognized. Today, there are in Portugal hundreds of BAs dozens of investment vehicles , regional and specialized networks. Furthermore, to be a Business Angel in Portugal, there is already a certification process in place.

– At that time, there were no accelerators (only incubators), unlike today, when the country has already dozens of world-renowned accelerators, present here this evening, and which greatly help startups to structure their business models.

– The large economic groups (with some honorable exceptions) had not yet realized that startup investment in partnership with Business Angels could help strengthen their competitive position. Today they call us frequently to know how to engage in this new dynamic with a logic of open innovation.

– Ten years ago, there was no public mechanism to support Business Angels. Today, Portugal has a balanced model of State co-investment with BAs. Just for the next 3 years alone, a co-investment program of some dozens of million euros with BAs Furthermore our government has approved  the Programa Semente, a fiscal incentive framework  to investors on startups.

– Ten years ago, most universities did not have entrepreneurship programs, while many schools today have courses and programs aimed at students who want to take their first steps as entrepreneurs. And some universities are now creating investment vehicles of business angels.

– Ten years ago, Portugal was not a destination par excellence to launch a startup. Today, major events, as is the case of WebSummit, bring together thousands of participants that are curious and interested in settling in our country.

This whole journey was undertaken by thousands of entrepreneurs, hundreds of business angels, dozens of accelerators, and a handful of excellent schools and universities, all in less than 10 years.

We must acknowledge that today the world is facing unprecedented challenges for entrepreneurs and investors. If we want to create the conditions for new business to flourish, it is vital that Business Angels and governments work together to provide such financial and regulatory conditions.

That is why we should not be complacent about how much we have already achieved. Today, we are faced with new and, perhaps, even greater challenges than those we faced last decade, namely:

– The scale up of our startups and the creation of networks for their internationalization is one of them. That is why APBA takes part in the Business Angels Europe Club that joins together some of the main European investment networks.

– The creation of a single European market for investment, that will reduce the fragmentation of the European market and prevent each startup from having to start all over again when expanding to a new country. The European business angels confederation, BAE, of which APBA is an active member,  is discussing this  subject and has already shared its views about this challenge with the European Commission

– The creation of co-investment funds with a global or, at least, European footprint, that can overcome the limitations of national co-investment funds as they are restricted to their application at regional or national level.

– The need to encourage more high net-worth people to become Angel investors and organize capacity programs for our comunity. This would include not only fiscal incentives, but also training, master classes, mentoring and linkage to best practices.

During the last decade, APBA has had the privilege of taking part in this adventure of developing an ecosystem of business angels, entrepreneurs, accelerators, universities, public institutions, that we believe has been very successful.

Our commitment for the next ten years is to continue to collaborate with all these players, bringing together Business Angels and other early stage investors, supporting more and more startups to grow and develop into successful global players.

Versão do texto em português:

A incrível evolução do ecossistema de empreendedorismo português

A Europa, e Portugal em particular, foram assombrados pela crise financeira dos últimos anos. No entanto, podemos ver bastante facilmente as tendências que estão a ajudar a dar a volta à crise e a reconstruir a economia.

Uma delas é a dinâmica do crescente ecossistema empreendedor, com o lançamento de start-ups que vão ter sucesso a nível global em setores como a biotecnologia, as tecnologias de informação, comunicação, inteligência artificial e em alguns outros.

Lembro-me que, há mais de dez anos, encontrei-me com um grupo de gestores e empresários e chegámos à conclusão de que a melhor maneira de contribuir para a comunidade era criar uma organização que permitisse a quem quisesse ajudar o modelo de empreendedorismo nas start-ups a juntar forças. Deste encontro nasceu a Associação Portuguesa de Business Angels (APBA).

O desenvolvimento do nosso ecossistema nestes últimos dez anos tem sido marcante:

– Há dez anos, os business angels (BA) eram praticamente desconhecidos. Hoje, há em Portugal centenas de BA, dezenas de veículos de investimento e redes regionais especializadas. Além disso, para ser um BA em Portugal, já existe um processo de certificação.

– Na altura, não havia aceleradoras (só incubadoras), ao contrário de hoje. Portugal já tem dezenas de aceleradoras conhecidas mundialmente e que têm ajudado muito as start-ups a estruturarem os seus modelos de negócio.

– À época os grandes grupos económicos (com algumas honrosas exceções) ainda não se apercebiam de que o investimento em start-ups, em parceria com BA, pode ajudar a reforçar  a sua posição competitiva. Hoje a APBA é solicitada com regularidade pelas grandes empresas, pois querem participar ativamente nesta dinâmica empreendedora numa lógica de inovação aberta.

– Há dez anos, não havia mecanismo público para ajudar BA. Hoje, Portugal tem um modelo que ajuda os BA. Nos próximos três anos, vai haver um programa de coinvestimento com o Estado de dezenas de milhões de euros, em parceria com os BA. Além disso, o  governo atual aprovou o “Programa Semente”, um incentivo fiscal para investidores de start-ups.

– Há dez anos, a maioria das universidades não tinha programas de empreendedorismo. Já, hoje, muitas escolas têm cursos e programas direcionados a alunos que querem dar os primeiros passos como empreendedores. Algumas universidades estão mesmo a criar veículos de investimento de BA.

– Há dez anos, Portugal não era o destino ideal para começar uma start-up. Hoje, grandes eventos, como o WebSummit, trazem milhares de participantes curiosos e interessados em se mudarem para o nosso país.

Esta aventura foi tomada por milhares de empreendedores, centenas de BA, dezenas de aceleradoras e uma mão-cheia de excelentes escolas e universidades. Tudo isto, nos últimos dez anos.

Temos de perceber que, hoje, o mundo está a proporcionar tremendos desafios aos empreendedores e investidores. Se queremos criar boas condições para novos negócios, é fulcral que os BA e os governos trabalhem em conjunto, para proporcionarem condições financeiras e legislativas favoráveis para o efeito.

É por isso que não devíamos estar satisfeitos com o que já atingimos. Hoje, temos em frente novos desafios e talvez ainda maiores do que os que enfrentámos na última década, tais como:

– O crescimento das nossas start-ups e a criação de redes para a sua internacionalização. É por isso que a APBA faz parte do Business Angels Europe Club (BAE) que junta algumas das maiores redes de investimento europeias.

– A criação de um mercado único europeu para investimento que reduzirá a fragmentação do mercado europeu e que vai prevenir as start-ups de terem de começar tudo de novo, quando se quiserem expandir para um novo país. A confederação europeia de BA, BAE, da qual a APBA é um membro ativo, está a discutir este tema e já partilhou a visão sobre este desafio à comissão europeia.

– A criação de fundos de coinvestimento com uma pegada global, ou pelo menos europeia, para ultrapassar as limitações dos coinvestimentos feitos a nível nacional, visto estarem restritos ao seu território.

– A necessidade de encorajar pessoas com mais património a serem BA e a organizarem programas de incentivo à comunidade. Isto incluiria não só benefícios fiscais, como também treino, palestras, ajuda de mentores e instrução sobre as melhores práticas.

Na última década, a APBA teve o privilégio de fazer parte desta aventura de desenvolver o ecossistema dos BA, empreendedores, aceleradoras, universidades, instituições públicas, que acreditamos que tem tido muito bons resultados.

O nosso comprometimento nos próximos dez anos é de continuar a colaborar com estes players, reunindo BA e outros investidores recentes, apoiando cada vez mais start-ups a crescerem e a tornarem-se empresas globais.

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