Saiba o que aconteceu ontem e o que está previsto acontecer hoje na maior conferência de inovação e tecnologia do mundo.

No segundo dia da Web Summit houve, entre outras sessões, a entrega do prémio da capital europeia de inovação, a presença de dois robots em palco que, entre eles, discutiram a possibilidade de serem uma ameaça para os humanos, um investidor a falar sobre o ecossistema mundial das start-ups, 10 dicas do CEO da CrunchBase para melhorar um pitch e um painel composto por três líderes de três grandes empresas com o tema da solidão dos CEOs.

Os robots Sophia e Einstein:

Este foi quase garantidamente o momento em que o palco principal da Web Summit, o Altice Arena, ficou mais cheio. Tudo para poderem presenciar a conversa de dois robots, Einstein e Sophia, sobre o futuro da inteligência artificial. Sophia, que diz saber “que as pessoas têm medo da inteligência artificial”, revelou que a grande revolução nesta indústria – a que “ela” própria pertence – é menos assustadora do que as pessoas pensam. Apesar de terem tido algumas discórdias enquanto conversavam, a opinião de Einstein sobre este tema entrou em conformidade com a de Sophia, referindo que “os robots ajudam os humanos, não os maltratam”.

Esta sessão serviu ainda para Ben Goertzel, fundador e CEO da SingularityNET, comunicar o novo projeto da sua empresa: um mercado em regime open source para a tecnologia relacionada com a inteligência artificial, de forma a liberalizar um mercado que, atualmente, ainda é controlado pelas grandes empresas. Este novo mercado é também aberto para os aparelhos dotados de inteligência artificial que, se não conseguirem resolver um problema, podem ir buscar códigos à plataforma de maneira a terem acesso a conhecimento que os permita executar a tarefa pretendida.

Líderes solitários:

“É definitivamente uma das profissões mais solitárias do mundo”. Esta frase, dita por José Neves, fundador e CEO da Farfetch, representa bem a discussão do painel “It’s lonely at the top: The life of a leader”. Acompanhado por Gillian Tans, presidente e CEO do Booking.com, e por Jason Robins, cofundador e CEO da Drafking, o empreendedor português explicou que parte da dificuldade é ser a única pessoa a dar as ordens e a tomar as decisões mais importantes.

Já a presidente de uma das maiores plataformas da indústria do turismo discordou, explicando que “tudo depende da cultura criada na empresa”. Dentro desta temática, José Neves esclareceu que começou a empresa a não ter muita atenção aos seus valores e cultura. Isto porque “se houver 10 pessoas numa empresa a cultura está lá, mesmo que não se fale nela”.

Jason Robins partilha das duas opiniões, negando ser um cargo lugar solitário, exceto “quando temos poucas pessoas à nossa volta”. Sobre o seu trabalho enquanto CEO, o empreendedor mencionou que não se consegue preocupar com todos os aspetos da DraftKings, explicando que as suas tarefas passam por deixar a sua equipa trabalhar nas metas a curto-médio prazo, reforçando a ideia de que o objetivo de um CEO é estar focado nas metas a longo prazo.

O que esperar do terceiro dia da Web Summit:

O dia de hoje é principalmente marcado pelas presenças do CEO da Reddit, Steve Huffman, do presidente da Microsoft, Brad Smith, e ainda pelo painel de “The Trump Effect, one year on”, onde o diretor digital da campanha política de Donald Trump vai falar sobre os efeitos do presidente dos Estados Unidos no mundo.

Para além destas sessões, o Link to Leaders criou uma agenda destinada a empreendedores, onde poderá verificar algumas das palestras que mais se adequam a esta esfera.

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