O mercado belga de start-ups revelou alguma movimentação ao longo de 2017. Destaque para a disparidade de números entre as diferente regiões do país.

Os números avançados na imprensa belga, pelos especialistas do sector, apontam para algumas mudanças neste ecossistema, concretamente na diminuição das start-ups em busca de capital de risco (para se lançarem no mercado ou para aumentarem o seu crescimento). Depois de em 2016 terem movimentado cerca de 354 milhões de euros, n o ano que passou terminou com 321 milhões. Uma verba que, apesar do decréscimo, revela uma subida face a 2013, ano em que os valores arrecadados rondaram os 93 milhões de euros.

As zonas da Flandres e de Bruxelas representaram mais de 90% dos fundos arrecadados por start-ups de tecnologia. Aliás, as estatísticas apontam para uma diferença significativa entre as diferentes regiões da Bélgica, concretamente da Flandres, Bruxelas e Valónia. De acordo com os especialistas, esta última região fez um grande esforço para ultrapassar a quebra de empresas em fase de arranque no setor digital, verificada nos últimos dois anos. A Valónia representou apenas 8% do total dos 321 milhões de euros arrecadados em 2017. Nesta equação, a região da Flandres continua a ser dominante na captação de recursos, com cerca de 54% sobre o valor total (percentagem que representa uma diminuição face aos 62% de 2016). Já Bruxelas está a crescer, aumentando de 22 para 38% no ano passado.

Os números revelam, ainda, que os grandes negócios envolvendo start-ups (ou seja, os superiores a 10 milhões de euros), aconteceram na Flandres e em Bruxelas.

Comentários