O Spotify foi lançado há dez anos. Neste percurso fez parte da mudança radical nas receitas da indústria da música, tornou-se uma empresa pública e desbravou caminho às restantes start-ups europeias.

A start-up mais valiosa da Europa foi lançada no dia oito de outubro de 2008. Os dois cofundadores, Daniel Elk e Martin Lorentzon, começaram a trabalhar no projeto em abril de 2006 e demoraram pouco mais de dois anos a criar o conceito e desenvolver a plataforma que veio elevar o ecossistema de start-ups europeias para um novo patamar.

Atualmente, o projeto sueco é o maior serviço de subscrição de streaming, operando em 65 países e contando com mais de 80 milhões de subscritores e 180 milhões de utilizadores ativos.

Hoje, o projeto está avaliado em cerca de 26 mil milhões de euros. Em abril deste ano, dias depois de entrar na New York Stock Exchange (NYSE) para levar a cabo uma oferta pública inicial (IPO) pouco ortodoxa, a plataforma estava avaliada em perto de 21,5 mil milhões de euros. Antes disto, o valor total apresentado pela direção da start-up fixava-se nos 19 mil milhões de euros.

O Spotify desbravou caminho e deu esperança às start-ups europeias que querem dominar o mercado em que operam. Apesar do continente ter conseguido criar outros projetos tecnológicos bem-sucedidos, como a alemã SAP – que é avaliada em perto de 130 mil milhões de euros -, o ecossistema foi esmagado pelos Estados Unidos e pela Ásia, com empresas como a Google e a Uber, do lado americano, e a Alibaba e a Didi Chuxing, do lado chinês. Veteranos vindo de gigantes europeus como a plataforma de streaming podem reabilitar o sistema ao levarem a sua experiência para outros projetos, como a Peltarion.

É também relevante notar que a tecnológica sueca fez parte da mudança radical das receitas alcançadas pelo mundo da música. Segundo um relatório da Recording Industry Associaton of America, em 2018, os serviços de streaming já ocupavam 75% do bolo de receitas da indústria norte-americana. Em 2017, o Spotify pagou perto de oito mil milhões de euros a artistas.

Apesar de ter dezenas de milhões de subscritores pagos, a plataforma continua a perder dinheiro. Em 2017, as contas fecharam no vermelho, apresentando perdas de mais de 1,2 mil milhões de euros.

A competir com o Spotify encontram-se outros serviços semelhantes sob a alçada de grandes empresas. Neste grupo podemos encontrar a Google, a Apple e a Amazon.

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