A Varjo é uma start-up finlandesa que diz ter desenvolvido uma solução para aumentar a resolução dos óculos de realidade virtual através de um dispositivo que atingirá mais de 70 megapixéis.

No início de junho, o chefe do departamento de realidade virtual da Google, Clay Bavor, revelou os esforços da empresa em criar um ecrã de 20 megapixéis. Este novo aparelho teria um melhoramento em cerca de 17 vezes, quando comparado aos sistemas de realidade virtual atuais. No entanto,  precisaria de processar entre 50 a 100 GB de dados por segundo, o que o tornaria inutilizável.

A solução para este problema seria utilizar uma tecnologia chamada “foveated render”, uma técnica que identifica a zona para a qual o utilizador está a olhar e só processa a informação desse espaço. Apesar de ser  provavelmente a tecnologia que vai impulsionar a realidade virtual no mercado, ainda depende de material muito caro que não está 100% disponível.

Mas não é só a Google que está a ter avanços nesta tecnologia. A Varjo, uma start-up finlandesa, diz ter a solução para levar a resolução do olho humano aos óculos de realidade virtual. Com a tecnologia atual disponível, a start-up finlandesa afirma que o seu produto vai atingir resoluções superiores a 70 megapixéis.

A Varjo, que terá mostrado agora a tecnologia com o intuito de recolher algum dinheiro em investimentos, diz que terá este novo aparelho disponível até ao próximo ano, por menos de 10 mil dólares (cerca de nove mil euros).

Pessoas que já experimentaram a tecnologia chegaram a questionar se a sua visão tinha melhorado. Uma dessas pessoas foi Lucas Matney, jornalista da Techcruch, que se mostrou espantado com o produto. “Estava quase perturbado com a minha capacidade de ler a lombada dos livros que estavam numa prateleira a alguns metros de mim.” Esta tecnologia depende de um par de dispositivos Sony MicroOLED com resolução em full HD (1080p).

O plano da Varjo é fazer com que empresas como a Magic Leap, Microsoft, Meta e as outras grandes empresas que estão a apostar na área da realidade virtual, construam os seus dispositivos com a tecnologia desenvolvida pela start-up finlandesa. Por agora, a Varjo refere que não tem qualquer interesse em licenciar a tecnologia.

 

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