Convidámos o Parque de Ciência e Tecnologia “Brigantia-EcoPark” a eleger a start-up deste mês. A eleita foi a Techwelf que desenvolveu uma tecnologia e um aparelho que, de forma autónoma, adapta os sistemas de aquecimento das casas ao gosto de quem lá vive, sem esquecer as preocupações com a poupança energética.

A Techwelf, empresa de desenvolvimento na área da inovação tecnológica, foi criada em 2013 e está incubada no Parque de Ciência e Tecnologia “Brigantia-EcoPark”, em Bragança. Surgiu à volta de uma tecnologia considerada inteligente para controlo de sistemas para variáveis de conforto, tais como a temperatura e a humidade. O objetivo é proporcionar condições de conforto individualizadas, ou seja, cada pessoa é considerada para efeitos de controlo do espaço.

Nome da Start-up: Techwelf

Fundadores: Paulo Matos e Paula Matos

Atividade: Soluções inteligentes de controlo para sistemas de climatização

Volume de negócios: 80 mil euros

Plano de negócios: Nos países desenvolvidos, o conforto ambiente em edifícios é tido como uma necessidade essencial, a par do acesso a água canalizada, saneamento ou eletricidade. A climatização representa, no entanto, mais de 67% da fatura energética dos edifícios habitacionais da Europa. É uma tendência crescente que resulta numa fatura anual de 150 triliões de euros e na emissão de mais de 600 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.

Poupar é, assim, essencial e já é uma obrigação de todos. Neste sentido, exigem-se soluções que permitam poupanças efetivas, sem no entanto comprometer o conforto a que estamos habituados – seja ambiente, seja de utilização. E se possível, que tais soluções não representem mais preocupações.

“A Techwelf nasceu em 2013 com o objetivo de desenvolver a tecnologia Welfy para controlo inteligente de sistemas de climatização, capaz de aprender hábitos e preferências de conforto dos utilizadores, e utilizar essa informação para estimar necessidades futuras e atuar atempadamente, e de acordo com as preferências de cada indivíduo ou grupo de indivíduos. E aproveitando os restantes períodos para promover a poupança de energia”, começa por explicar Paulo Matos ao Link To Leaders.

Pela primeira vez, o conforto é orientado para o utilizador, isto é, proporcionado de acordo com as preferências e rotinas de cada utilizador ou grupo de utilizadores. Acresce que é uma tecnologia completamente autónoma e praticamente transparente. Um simples toque é mais do que suficiente para, em pouco tempo, o Welfy libertar utilizadores e clientes (quem paga a fatura energética) de qualquer preocupação com a climatização, assegurando a performance ótima do sistema, independentemente de qualquer comportamento menos eco-sustentável que os utilizadores possam ter – como esquecerem-se de desligar ou reduzir a atividade do sistema de climatização, manterem o sistema a funcionar com as janelas abertas ou atualizar a programação do sistema sempre que há alterações de rotinas, etc.

A Techwelf encontra-se em processo de negociação de várias parcerias para a concessão da tecnologia Welfy, mantendo também o seu próprio projeto de aplicação da tecnologia – o Welfy Controller. Trata-se de um controlador para sistemas de climatização com base em radiadores, que pode ser instalado em edifícios novos e antigos, sem necessidade de intervenções estruturais (obras).

Porque merece destaque: A tecnologia Welfy é a única cuja performance não depende da cooperação dos utilizadores. A única coisa que estes controlam são as condições de conforto que naturalmente tendem para o ponto desejado. Tudo o resto fica a cargo da tecnologia Welfy, nomeadamente decidir quando promover condições de conforto; com que antecedência atuar para garantir que as condições são atingidas no início da utilização; até que ponto pode manter o sistema em baixo consumo sem comprometer o conforto.

Mas também é a tecnologia Welfy que trata dos esquecimentos dos utilizadores (desligar o sistema de climatização ou reduzir a sua atuação); das alterações de hábitos e rotinas dos utilizadores; que assegura que não se desperdiça energia se houver exposição às condições exteriores (janelas ou portas abertas); e que ajusta automaticamente a atuação às condições climatéricas e características do espaço (dimensão, isolamento, orientação solar, localização geográfica, …). Garante que os utilizadores têm condições de excelência sem qualquer tipo de preocupação acrescida; mas garante também que quem paga a fatura energética está a poupar tanto quanto possível. Poupanças que facilmente superam 30% da fatura com climatização – permitindo amortizar o investimento em menos de dois anos.

“Só falta acrescentar que é uma necessidade que terá um enorme impacto na sustentabilidade do nosso ecossistema. A adoção massiva a nível dos países Europeus permitirá reduzir o equivalente a 200 milhões de toneladas de CO2 por ano – é muito significativo”, conclui Paulo Matos.

Site: http://www.techwelf.com/.

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