Um estudo recente revelou que os unicórnios fundados por mulheres representam menos de 10% do número total de start-ups avaliadas acima dos mil milhões de dólares.

Cada vez mais existe um esforço global para potenciar a presença das mulheres no mundo tecnológico. Iniciativas como a Women in Tech da Web Summit e as bolsas de estudo para jovens mulheres da Le Wagon são apenas dois exemplos daquilo que está a ser feito nesse sentido.

O crescente interesse por introduzir mulheres na área da tecnologia parece – muitas vezes – exagerado. No entanto, análises ao mercado das start-ups de alto nível revelam o contrário. O mais recente estudo a incidir neste campo é da Pitchbook, e partiu da pergunta: “quantos unicórnios são liderados por mulheres?”

A resposta foi: “não muitos”. Dos 239 unicórnios atualmente existentes apenas 23 tiveram uma mulher na equipa fundadora, o que equivale a cerca de 9,6%. Mesmo nos Estados Unidos, onde há 134 start-ups avaliadas acima dos dos mil milhões de dólares, apenas 14 (≈10,4%) foram fundadas por mulheres.

Apesar da discrepância entre os dois géneros, uma das start-ups mais valiosas do mundo teve uma mulher na equipa fundadora. Jean Liu é presidente da Didi Chuxing, a homóloga da Uber na Ásia, que atualmente está avaliada em mais de 48 mil milhões de euros. Numa entrevista à Quartz foi-lhe colocada a possibilidade de poder fazer uma mudança no local de trabalho para ajudar as suas colegas a prosperar. Liu explicou que um dos maiores desafios das mulheres é planear a carreiras a longo-prazo devido a situações familiares. Isto pode explicar a razão para não haver mais mulheres à frente de empresas: o facto de ser um comprometimento a longo-prazo que nem sempre pode ser celebrado tendo em conta as circunstâncias familiares.

Para além da Didi, destaca-se ainda a paulista Nubank que foi cofundada pela brasileira Cristina Junqueira, profissional que exerce o cargo de vice-presidente da start-up. No que diz respeito a mulheres empreendedoras, o Brasil é um dos melhores exemplos a ser seguido, visto que, nos últimos anos, as mulheres superaram os homens na criação de novos negócios.

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