Portugal é hoje em dia um país que representa uma opção de vida, não apenas para visitar mas também para residir, estudar, trabalhar e/ou investir. Uma primeira escolha e não um plano B. Portugal transpira multiculturalidade!

Está “na rota” e enriquece-nos, enquanto povo, do ponto de vista das relações humanas. Uma espécie de bright side conquistou Portugal!

Uma das comunidades que mais tem contribuído para esta realidade é a dos nómadas digitais, com o seu estilo de vida baseado num mindset empreendedor e na possibilidade de um trabalho remoto, assente na flexibilidade e no digital. O trabalho pode acontecer onde existe wifi! Em qualquer lado e a qualquer hora (importa ter atenção aos fusos horários das outras geografias para as quais se está a trabalhar!). O espírito colaborativo e o sentimento de partilha são também uma realidade e explicam o sucesso dos conceitos de coworking e coliving. Ficam uns meses pelo nosso jardim à beira mar plantado, voltam à sua “terra natal” (se é que este conceito continua válido!), viajam para outros países e depois regressam. E ciclicamente repetem esta jornada. Uma vida de sonho, viver na cloud, ser um viajante quase a full time… ou um “é complicado” para o tradicional trabalhador?

De volta à realidade portuguesa. Um outro cenário. Não obstante o “fenómeno” do nomadismo digital, muito positivo do ponto de vista da atratividade, do conhecimento e do empreendedorismo (digital) que tem subjacente, Portugal ainda sofre de sedentarismo digital. E não me refiro ao indicador “número médio de horas a navegar na internet, per capita”.

No contexto da economia digital tem de existir forçosamente uma confluência entre tecnologia, negócios e sociedade. Uma mentalidade que agregue pessoas, processos e estratégia. Com modelos de negócio mais ágeis.  Parece evidente mas há organizações que ainda não viram este filme e continuam no business as usual. O tema não é novo mas precisa de ir novamente para o cartaz; Don Tapscott fala de digital business há já 20 anos e alerta para o seu dark side (expressão do autor). Pensar em transformação digital não é pensar apenas em tecnologia. Não é (só) ter um website e página no Facebook. São os impactos na qualidade de vida das pessoas e as novas formas de trabalhar, são desafios de liderança (que se quer mais open mind, colaborativa e de envolvimento) e de educação das organizações (capacitação em competências de criatividade, resolução de problemas complexos e inteligência emocional). Mas como introduzir na cultura organizacional que c://digital.is.not.just.a.software.it´s.a.mindset.loading””.

É claro que existem organizações (empresas, universidades, associações) com uma elevada maturidade digital. Portugal não é um país a preto e branco. Mas há um caminho a percorrer. E queremos combater este sedentarismo com o movimento Portugal Agora. Acelerar. Trazendo o tema para a agenda, com a partilha de ideias e com a concretização de propostas. Trabalhando ao nível do mindset das pessoas. Enquanto colaboradores e/ou líderes das organizações mas também enquanto cidadãos. Clique em www.portugalagora.com e descubra a nossa visão. E participe. Da estratégia à ação.

*Membro da Equipa de Coordenação – Portugal Agora

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Sobre o autor

Rita Oliveira Pelica

Networker, curiosa e de espírito empreendedor, é Chief Energy Officer & Founder da ONYOU – Empowering & Learning Experiences, desenvolvendo vários projetos na área da educação e da formação de jovens universitários e executivos, com ênfase nas competências comportamentais pessoais... Ler Mais