Dois antigos engenheiros do Facebook, um deles cofundador, saíram da equipa de desenvolvimento da rede social para começarem um projeto que está hoje avaliado em 792 milhões de euros.

Depois de se ter juntado à equipa fundadora que criou uma das empresas mais bem-sucedidas da atualidade, Dustin Moskovitz percebeu que passava grande parte do seu tempo em reuniões, a responder a emails e a atualizar o trabalho da sua equipa. Numa entrevista à Lifehacker, o cofundador da empresa de Mark Zuckerberg referiu que “estamos a viver nos tempos negros da colaboração”.

A verdade é que este não é um problema só para os altos executivos das organizações. Um estudo de 2012 da McKinsey aponta para que 61% do tempo dos trabalhadores seja passado a coordenar o seu trabalho, a responder a emails e a conversar.

Com o objetivo de diminuir este problema e aumentar a produtividade da equipa de engenharia do Facebook, Moskovitz juntou-se a Justin Rosenstein, um engenheiro-gestor da empresa, para criar uma ferramenta para o seu departamento.

Intitulada Tasks, a nova ferramenta não tinha grandes ambições para além de ser usada pela equipa da rede social. No entanto, uma década mais tarde, a ferramenta tornou-se numa empresa avaliada em perto de 792 milhões de euros.

A transição de uma simples ferramenta de trabalho para uma organização começou em 2008, altura em que Moskovitz e Rosenstein saíram da equipa do Facebook. O objetivo era tornar a Tasks num instrumento que pudesse ser utilizado noutras áreas – além da engenharia.

Pouco tempo depois o projeto passou a chamar-se Asana e às funcionalidades comuns da ferramenta anterior, juntou uma espécie de sala de conferência virtual onde os colaboradores podem coordenar tarefas, estabelecer prazos e comentar e priorizar o trabalho que está a ser desenvolvido.

No início deste mês, a empresa anunciou duas novas funções: “portfolios”, que dá um insight aos trabalhadores sobre como as suas tarefas diárias apoiam os objetivos traçados pela organização, e o “workload”, que foi criado a pensar nos gestores que querem ligar o trabalho dos colaboradores, com base nas suas competências, com o trabalho em desenvolvimento.

Este ano tem sido recompensador para a Asana. Conseguiu fechar uma ronda de investimento de series D no valor de 66 milhões de euros com a firma de investimento de Al Gore e atingiu a meta de 50 mil clientes pagos em setembro – um aumento anual de 20 mil quando comparado ao período homólogo.

A organização conta também com o apoio financeiro de grandes magnatas de Silicon Valley, como Mark Zuckerberg, Sean Parker, Marc Andreessen e Peter Thiel.

Quando questionado pelos jornalistas da Lifehacker sobre o futuro do trabalho, Moskovitz referiu que é preciso criar sistemas de videoconferência que sejam confiáveis, de forma a tornar o trabalho remoto mais prático, mas que também é necessário criar algo que passe mais emoção, acrescentando que “as relações vão ser mais importantes do que nunca no futuro”.

Comentários

Sobre o autor