Não há filas, cartões ou dinheiro mas há centenas de câmaras e sensores a monitorizar os seus passos. Conheça o novo supermercado da Amazon.

A Amazon Go, a loja física da empresa norte-americana de Jeff Bezos, abriu esta semana ao público. Este novo espaço inaugurado em Seattle, nos Estados Unidos, já é visto como o supermercado do futuro, não fosse a Amazon uma empresa que adota uma contínua estratégia no que diz respeito à inovação.

Se é uma pessoa metódica nas compras e já conhece o supermercado ao lado de sua casa, o mais provável é perder mais tempo nas filas para pagamento do que propriamente à procura daquilo que tem de comprar. Este é um dos problemas que a loja da Amazon quer resolver.

Para ser cliente deste supermercado – que por agora só se existe nos EUA  – basta descarregar a aplicação da Amazon Go, inserir alguns dados pessoais (identidade, cartão de crédito, etc) e autorizar a monitorização de todos os seus passos dentro dos pouco mais de 1500 metros quadrados da loja.

A ideia é passar o distintivo único (que identifica cada um dos clientes) da aplicação mobile por uma espécie de cancela, entrar na loja, recolher os produtos pretendidos e sair, sem ter de pagar.

A pergunta mais óbvia é: como é que a Amazon sabe o que levei comigo? No teto da loja estão centenas de câmaras e sensores que monitorizam criteriosamente o que cada um dos clientes retira das prateleiras. O pagamento é feito automaticamente à saída através da conta Amazon, à qual tem de estar associado um cartão de crédito.

Com este método de fazer compras é (pelo que se averiguou até agora) quase impossível roubar o quer que seja da loja. Durante a inauguração do espaço, um jornalista do The New York Times tentou roubar um conjunto de latas de refrigerantes (com o consentimento dos responsáveis da loja), mas o sistema de monitorização detetou o ato e adicionou o produto à conta do jornalista. Claro que há a possibilidade de saltar por cima das cancelas, mas há centenas de câmaras dos mais diversos ângulos a filmar o que se está a passar.

Um dos problemas associados à nova loja é o facto de as pessoas sentirem que em vez de estarem num supermercado estão numa dispensa, levando assim os clientes a fazerem compras por impulso.

Como não há necessidade de operadores de caixa, outra das problemáticas desta nova realidade é que o capital humano é cada vez mais dispensável. Só nos Estados Unidos, em 2016, havia mais de 3,5 milhões de pessoas a executar esta profissão. Por agora, a Amazon Go admite que a tecnologia não retira o trabalho às pessoas, mas que as coloca a executar diferentes tarefas.

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