Conheça os benefícios e desvantagens de cinco tipos de financiamento que podem ser úteis às pequenas e médias empresas.

Para os empreendedores que querem iniciar um projeto, mas que nem sempre têm capital próprio para o fazer, existe sempre a possibilidade de levantarem investimento. Neste sentido, e apesar de frequentemente haver a tendência para aceitar a primeira oferta proposta, é importante fazer uma análise aos prós e contras dos vários tipos de veículos que podem tornar a sua próxima aventura no empreendedorismo realidade.

  1. Bootstrapping

Alguns empreendedores preferem seguir o mesmo caminho utilizado por empresas como o Facebook, a Apple e a Dell. Este método envolve deixar de lado investidores para manter a totalidade da participação num projeto. No entanto, nem todos os empreendedores têm esta possibilidade, visto que necessitam de capital próprio para arrancar com um projeto.

Prós:
– Controlo total do projeto;
– Aprender competências chave como gestão e utilização eficiente dos recursos disponíveis;
– Não há partilha de lucros, pelo que podem sempre “reciclar” o dinheiro recebido e investi-lo no desenvolvimento do negócio ou para começar outro projeto.

Contras:
– Nem todas as empresas podem ser desenvolvidas com este tipo de método. Algumas necessitam de elevadas quantias de capital;
– Crescimento lento;
– Risco de endividamento. O fundador pode ficar sem fundos para investir, visto que o negócio não começa a ser rentável a partir do dia em que arranca.

  1. Crowdfunding

Este tipo de investimento tem sido cada vez mais utilizado. Plataformas como a Kickstarter – que liga projetos potencialmente interessantes a uma grande base de utilizadores – contribuíram bastante para o avanço deste método.

Prós:
– Não há taxas associadas. Na maior parte dos casos, se um projeto não receber o investimento que necessita, o dinheiro investido pelos apoiantes é devolvido.
– É fácil de implementar. Na Kickstarter, por exemplo, basta enviar uma mensagem ao site com a ideia, criar um vídeo depois de receber a aprovação e publicitar a campanha.
– Cria uma base de clientes forte.

Contras:
– O crowdfunding não é eficiente em empresas que necessitem de muito capital;
– Envolve muito marketing para ser bem-sucedido;
– A ideia pode ser roubada;
– Caso falhe, pode afetar a imagem da sua marca.

  1. Venture Capital

Este tipo de investimento envolve ideias que tenham um grande potencial de crescimento – algo fundamental para convencer os investidores de capital de risco a apoiarem o projeto. É também fulcral apresentar planos de retorno de investimento (ROI – na sigla em inglês) aos venture capitalists.

Prós:
– Consultoria e orientação;
– Apoio ativo em questões legais;
– Rede de contactos e networking;
– Não é preciso pagar juros – ao contrário de empréstimos bancários, visto que estes compram ações na empresa que mais tarde poderão vender.

Contras:
– Quanto maior a quantia recebida, menor o controlo;
– Propriedade do projeto dividida;
– Menores hipóteses de receber investimento, visto que pode não ter um projeto promissor aos olhos destes investidores. Segundo alguns dados, os VC’s olham para 400 start-ups antes de investirem numa.

  1. Business Angels

Por norma, este tipo de investidores são antigos empreendedores que se reformaram e que querem dedicar o seu tempo útil a apoiar e a desenvolver projetos das gerações mais novas, como o “padrinho” de Silicon Valley.

Os business angels não trazem apenas dinheiro para “cima da mesa”. Trazem a experiência e disponibilidade de guiar os empreendedores ao longo do seu percurso.

Apesar de apresentarem quase os mesmos prós e contras dos venture capitalists, os investidores anjo não representam os interesses de uma firma, tendem a pedir menos participação no negócio, e, na maioria das vezes, preferem entrar no início do projeto.

Consulte os 50 business angels com mais investimentos e os seus contactos.

  1. Empréstimos

Para os empreendedores que foram rejeitados por business angels e firmas de capital de risco, que não têm capitais próprios ou um projeto que requer muito dinheiro para levar a cabo pelo método de bootstrapping ou de crowdfunding, resta-lhes a opção dos empréstimos. Ao contrário dos outros veículos já enunciados, este inclui o pagamento de juros – algo que terá de ser muito bem averiguado pelos empreendedores, já que poderá atrasar ou estagnar o desenvolvimento do negócio.

Prós:
– Mais fácil de receber que os últimos métodos;
– Não há partilha de lucros ou de participação na empresa;
– No eventual fracasso, os empreendedores podem liquidar o negócio para pagar o empréstimo;

Contras:
– Os empréstimos podem acumular juros muito rapidamente;
– O processo de pedir um empréstimo é trabalhoso e, por vezes, pode incluir a garantia de bens.

Comentários

Sobre o autor