Criar um espaço funcional, multidisciplinar e disruptivo face ao conceito tradicional de residências para idosos. Este é o plano de intenções de um projeto de aldeamento sénior, planeado para o distrito de Aveiro, que procura captar a atenção dos investidores para passar à realidade.

“A ideia surgiu após alguns anos de trabalho direto na resposta de estruturas residenciais para idosos – ERPI (lares). Ao longo dos cargos desempenhados nestas estruturas deparei-me com diversas situações desadequadas para com os residentes”, explica Raquel Couto, uma das mentoras de um projeto de aldeamento sénior que está a ser projetado para a zona de Aveiro.
Criar um projeto à medida do que é o “seu ideal” de uma residência para seniores foi o ponto de partida para avançar com uma estrutura que permita às pessoas envelhecerem com qualidade. “As ERPI, mais conhecidas por lares, não podem ser um local apenas para pessoas idosas com problemas de saúde e mobilidade comprometida. Estes locais cada vez mais têm de ser enquadrados e globais como se se tratasse da cidade em que viviam”, justifica aquela responsável.

O projeto vai nascer no distrito de Aveiro, concretamente no concelho de Oliveira de Azeméis, a 10 minutos do centro de Santa Maria da Feira, a 30 minutos do Porto e da zona da costa marítima, e a 40 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A estrutura está prevista para um target de classe média/média alta, idosos autónomos, pessoas sem retaguarda familiar, ou ainda grupo de amigos que decidem envelhecer juntos.

Para além do mercado nacional, a equipa mentora da Aldeia Sénior está a apostar num target mais amplo e a olhar para mercados internacionais como Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, Canadá ou Rússia entre muitos outros.

Como esclareceu Raquel Couto “este projeto tem a colaboração direta de uma equipa multidimensional, onde podemos contar com profissionalismo ao nível do serviço social, da mediação familiar; da engenharia civil e do direito. Somos quatro técnicos incluídos na elaboração e realização deste negócio”. A si juntam-se Carlos Santos, Dina Felgueiras e Manuela Teixeira.

Espaço de saúde e lazer
O terreno onde irá nascer a Aldeia tem uma área total de 9.350 m2. Destes é possível usufruir de 5.610 m2 de construção, ou seja, aproximadamente, 70% da área total do terreno.
O projeto está a ser desenhado da seguinte forma: um edifício único com quatro pisos; um espaço exterior com 30 bungalows de tipologia T1; uma piscina exterior e outra aquecida; horta biológica; minimercado; restaurante; bar; um lago e uma pista pedonal.

Saúde e bem-estar, envelhecimento ativo, diversidade cultural, estas são algumas das áreas de atuação que o aldeamento quer disponibilizar as seus utilizadores. A aposta do projeto envolve assistência 24h, apoio médico, de enfermagem, fisioterapia, psicologia, mediação de conflito, nutricionista, cabeleireiro, cinema/teatro…. Ou seja, um conjunto de serviços e atividades que proporcionem qualidade de vida aos residentes em diferentes vertentes, desde a componente do bem-estar físico até à vertente intelectual.

A dificuldade na obtenção do financiamento integral tem adiado o arranque do projeto, razão pela qual os seus mentores procuram um investidor que se junte a este novo conceito de aldeamento sénior.

Resumo
Responsáveis: Raquel Couto, Carlos Santos, Dina Felgueiras e Manuela Teixeira
Área: Residências seniores
Mercado: Países asiáticos, Rússia, Inglaterra, Espanha, Canadá, Estados Unidos, Islândia.
Necessidade: Investidores
Contactos: rccribeira@gmail.com

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