Os business travelers são assumidamente target importante para muitos hotéis. Mas à medida que a força de trabalho evolui, esses viajantes também mudam os seus desejos e necessidades.

Felizmente, novas pesquisas dão-nos uma ideia do que pretendem nas suas estadias e, desta forma, os hotéis sabem o que lhes sugerir, de modo a capitalizar a sua presença.  De acordo com o estudo “U.S. Business Traveler & Travel Policy 2018”, da Travelport, quatro em cada cinco pessoas gostam de viajar em trabalho. Isso dá um tom positivo aos viajantes, com muitos deles (55%) dispostos a abrir ainda mais os cordões à bolsa pessoal, além das despesas pagas pela empresa. Ou seja, aceitam pagar do seu próprio bolso upgrades como os lugares de avião, no quarto de hotel, o wifi ou rent-a-car.

57% dos entrevistados, afirmaram que o orçamento de 2018 para viagens de negócios é maior do que no ano passado. Os entrevistados que integraram esta pesquisa têm entre 22 a 37 anos (57%), 38 a 53 anos (28%), e 54 e 72 anos (15%).

Paralelamente, uma pesquisa recente da Hilton Hotels & Resorts sobre viajantes em negócios com idades entre 23 e 35 anos descobriu que 56% dos colaboradores da geração millennium arranjam motivações para viajar em trabalho. Portanto, as redes hoteleiras estão cada vez mais atentos a esta geração, que atualmente representa a maior percentagem da força de trabalho nos Estados Unidos (56 milhões de pessoas).

Aqui ficam alguns aspetos que os hoteleiros têm de ter em mente sobre os business travelers quando definem as estratégias comerciais e de marketing para a temporada de viagens negócios.

1. Dinheiro não é um objeto

As empresas definem orçamentos e a montantes a pagar em despesas de viagem, mas isso nem sempre é suficiente para os atuais colaboradores que estão pessoalmente dispostos a cobrir alguns custos nas suas excursões de trabalho.

Enquanto a maioria dos entrevistados do estudo da Travelport afirmou que as suas empresas cobrem a compra ou o reembolso de serviços auxiliares para os negócios (86%), muitos indicaram que usariam dinheiro pessoal extra para melhorar a sua experiência de viagem.

Dos entrevistados, cerca de 52% disseram que pagariam mais por um hotel ou quarto melhor, de acordo com a Travelport. No que diz respeito ao upgrade do Wi-Fi do hotel, um pouco mais de metade dos entrevistados disse que pagaria do seu próprio bolso por um serviço hierárquico mais elevado do que o que é padrão na compra do quarto.

2. Conteúdo direcionado é um plus

Boas notícias para os profissionais de marketing dos hotéis: os executivos que viajam em negócios querem receber anúncios personalizados. Mais de 72% das pessoas envolvidas no estudo da Travelport disseram gostar de anúncios personalizados com base no histórico de navegação anterior, enquanto 75% gostam de anúncios baseados nos seus interesses pessoais. Quando se baseiam em compras de viagens anteriores, quase três quartos também afirmaram gostar de anúncios personalizados.

3. Negócios que se transformam em lazer

Estender viagens de trabalho está a tornar-se um grande negócio para os hotéis, uma tendência que parece não querer desaparecer tão cedo. De acordo com a pesquisa do Hilton, 69% dos entrevistados querem prolongar as suas viagens de negócios com alguns dias de lazer. No entanto, exigem um pouco mais de confiança para fazê-lo, com 46% a dizer que se sentem culpados por isso e 44% a preocuparem-se com o facto dessa opção os poder fazer ficar mal vistos aos olhos da chefia da empresa.

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