O ano de 2017 arranca cheio de novas promessas para quem pretende investir na requalificação ou em projetos inovadores, em particular, no que ao turismo diz respeito. O seu sucesso assentará, à partida, na qualidade da estratégia subjacente, na sua originalidade e diversificação, mas, sobretudo, no posicionamento que pretenda ocupar no mercado, assim como, na sua flexibilidade.

Sendo absolutamente unânime nem sempre ser fácil encontrar “a forma” de concretizar – ou como se refere na gíria, de “chutar à baliza” –, é importante a conjugação de um conjunto de fatores que assentará, essencialmente, no acesso facilitado à informação (de qualidade e atualizada), no cabal esclarecimento de toda e qualquer questão, na qualidade da assessoria e num acompanhamento de proximidade.

Cientes da importância de termos muitos e bons projetos, no trabalho em rede da estruturação do produto turístico e na promoção do desenvolvimento económico e social, a Turismo Centro de Portugal tem organizado uma série de sessões de esclarecimento, sobre as medidas e os apoios ao desenvolvimento de projetos de iniciativa privada e/ou pública.

Algumas delas incidem sobre o Programa Valorizar e visam a divulgação das linhas de apoio associadas a este programa, com especial destaque para a Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior, abordando-se igualmente, quer a Linha de Apoio ao Turismo Acessível, quer a Linha de Apoio à Disponibilização de Redes Wifi.

Destacamos a Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior, que tem por objeto o apoio ao investimento, a iniciativas e a projetos com interesse para o turismo, que promovam a coesão económica e social do território. Esta nova linha, com 10 milhões de euros de dotação orçamental – um valor que nos parece “muito curto”, dada a qualidade dos projetos a que, diariamente, se assiste por todo o território nacional –, e que tem por objetivo promover a contínua qualificação dos destinos, através da regeneração, requalificação e reabilitação dos espaços públicos com interesse para o turismo e da valorização do património cultural e natural do país. São elegíveis projetos de valorização ou incremento da oferta de Cycling & Walking, de valorização do património e dos recursos endógenos das regiões, de desenvolvimento de atividades económicas do turismo ou com relevância para o setor, assim como de valorização e de qualificação das aldeias portuguesas. Também são elegíveis projetos que visem a estruturação de programas de visitação turística em destinos de interior, bem como, o desenvolvimento de calendários de eventos com potencial turístico e com impacto internacional realizados nos territórios do interior ou com impacto nesses territórios.

Em particular no que respeita à iniciativa privada, surgiu recentemente a Linha de Crédito Capitalizar, gerida pela PME Investimentos, em articulação com o Sistema Nacional de Garantia Mútua, e destina-se a PME com montantes de financiamento por empresa entre 25 mil e 2 milhões de euros e com prazos entre 3 a 10 anos.

Tendo como principais objetivos o apoio à criação e desenvolvimento de empresas e de entidades da economia social, assim como a criação de postos de trabalho, por e para jovens, surge o Programa Empreende Já, que é promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). O programa terá duas edições entre 2016 e 2018, sendo cada edição implementada por duas ações distintas: o apoio ao desenvolvimento de projetos, centrada na aquisição de competências por parte dos jovens; o apoio à sustentabilidade de entidades e de postos de trabalho criados ao abrigo do programa, resultantes de projetos desenvolvidos por jovens empreendedores.

Com o intuito de dar a conhecer as oportunidades de financiamento no âmbito do Horizonte 2020, o Gabinete de Promoção do Programa Quadro, em parceria com a Enterprise Europe Network tem também dinamizado algumas sessões públicas de esclarecimento sobre esta temática, que integram um workshop de elaboração de Propostas ao SME Instrument – uma componente prática verdadeiramente perentória no sucesso deste tipo de sessões.

Em termos regionais, proliferam iniciativas desta natureza, onde municípios e associações industriais e comerciais têm assumido um papel importante, promovendo um conjunto de ações dirigidas a empreendedores e empresários.

Comum a todas estas iniciativas é a unânime noção da importância de que estas sessões de esclarecimento pretendem capacitar todos os que têm espírito inconformista e iniciativa, pretendendo dar o seu contributo, de uma forma ainda mais profissional e eficaz, para dotar o território de uma geração de ideias inovadoras, iniciativas empresariais diferenciadoras e a criação de novas empresas.

A todos eles, o nosso agradecimento. Estejam certos de que o “vosso sucesso” é o “nosso sucesso”. Porque, tal como sempre defendemos, estamos cientes de que também deste “sucesso” depende a construção de um destino de referência.

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Sobre o autor

Pedro Machado

Pedro Machado é Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal desde 2013. Doutorado em Turismo, pela Universidade de Aveiro, é Mestre em Ciências de Educação, na Área de Especialização - Psicologia Educacional, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e Licenciado em Filosofia. É Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Rotas do Vinho de Portugal desde 2014;Membro Cooptado da ESTH/IGP... Ler Mais