O presidente da Samsung Electronics, Young Sohn, defendeu ontem, no Web Summit, que as principais empresas de tecnologia têm a obrigação de fazer com que o uso da inteligência artificial seja responsável e diferenciar o que é certo do que não é.

Durante a conferência que encerrou o segundo dia do Web Summit, Young Sohn mostrou-se “convencido” de que a inteligência artificial permitirá “fazer grandes mudanças no mundo” e que isso irá transformar toda a indústria.

“A inteligência artificial está a dar forma ao nosso futuro”,  disse o presidente da gigante sul-coreana, que admitiu que um dos “desafios” que esta tecnologia enfrenta é a “ética”. Por isso, defendeu o papel dos grandes players do mundo tecnológico para garantir o seu uso sustentável.

“Acho que temos a obrigação de tornar a inteligência artificial sustentável, de poder ver o que é certo e o que não é e não abusar de nossos privilégios”, disse.

Sohn considera que atualmente existe uma “tempestade perfeita” para o crescimento da inteligência artificial, tendo em conta que a quantidade de informações disponíveis não pára de crescer, mas admitiu que não é fácil prever o seu impacto.

“Vai criar mais ou menos empregos? Não tenho uma resposta, a responsabilidade é nossa como empresa, vossa como consumidores e dos governos”, disse o presidente da Samsung Electronics.

Na sua opinião, um dos benefícios que a inteligência artificial trará é a redução de custos e deu como exemplo as melhorias tecnológicas que permitiram reduzir o custo de sequenciar o genoma humano. “A primeira vez que conseguimos sequenciar o genoma humano, custou cem milhões de dólares, hoje custa cerca de mil dólares, amanhã custará cerca de cem dólares”, afirmou.

O responsável deu ainda como exemplo o uso de inteligência artificial na indústria automobilística, falando da forma como o desenvolvimento de sensores permitiu que a condução autónoma fosse mais segura.

No final, Sohn lembrou que “o smartphone não surgiu de um dia para o outro”, referindo que a Samsung mantém o compromisso de que as informações continuam a pertencer aos utilizadores e não à empresa. “A informação pertence a vocês, não a nós”, concluiu.

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