Este valor representa um aumento de 11.45% face ao primeiro semestre de 2017. Os serviços e o turismo são os setores mais apelativos para os empresários portugueses.

Portugal viu nascer 24.425 empresas nos primeiros seis meses deste ano, de acordo com os dados recentemente divulgados pelo Observatório Infotrust.

Estes números representam um aumento de cerca de 11.45% face ao período homólogo de 2017, altura em que onde foram criadas 21.916 empresas. No entanto, entre os meses de maio e junho houve uma desaceleração na criação de projetos.

A área dos serviços foi a mais apelativa para os empresários portugueses, que criaram 6.866 empresas deste género no período em análise. O segundo lugar vai para o setor do turismo e da restauração, que viu nascer 2.992 projetos, e o terceiro para o comércio e retalho, onde foram criadas 2.851 empresas.

É ainda notório o crescente interesse pelo mercado imobiliário. Os dados do Observatório Infotrust apontam para um crescimento de 40,63% na criação de empresas deste setor de atividade. A área da construção também registou um aumento de 22.95% nas empresas constituídas, tal como a dos transportes e logística que cresceu 54,61%.

Lisboa liderou o ranking das cidades mais proativas na criação de empresas. De janeiro a junho deste ano, surgiram 8.221 novos projetos empresariais na capital. Seguiu-se o Porto, com 4,313 empresas novas, Setúbal com 1,747, Braga, com 1,741, Faro, com 1,378, e Aveiro, com 1.060.

É ainda de salientar o boom verificado em Setúbal, onde, comparativamente ao período homólogo de 2017, houve um crescimento de 23.11% na criação de empresas. Lisboa e Porto também se destacaram com subidas, face ao ano passado, de 19% e 17%, respetivamente.

Os distritos que menos empresas criaram foram Bragança (122) e Portalegre (126). Os dados apresentados pelo Observatório referem, inclusive, que neste último distrito houve um decréscimo de 30,7% comparativamente a 2017.

O relatório faz ainda uma análise geral ao ano de 2017, onde foram constituídas 38.647 firmas. Neste ano, foram encerradas 14.476 empresas, 2726 abriram processos de insolvência e houve ainda 49.933 ações judiciais.

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