A Porbio pretende produzir e desenvolver produtos biológicos, tendo como base o dióspiro e cinco plantas.  Chá, vinagre, celulose bacteriana, licor, aguardente, seiva de plantas e gás carbónico são alguns dos produtos propostos.

A ideia foi criada por António Marques, depois de ver os dióspiros nos quintais a apodrecer e de constatar os elevados níveis de açúcar e outros componentes deste fruto.  O investigador verificou que, nesta fase, o fruto se apresenta mais composto em extratos e, portanto, mais completo, sem esquecer o seu alto teor em gás carbónico, que pode ser aproveitado posteriormente para produção de algas.

Deste modo, decidiu produzir e desenvolver produtos biológicos, tendo como base o dióspiro e cinco plantas. “A produção da matéria prima faz-se de forma biológica, natural e sustentável, seguindo a tendência atual de se procurar, cada vez mais, uma alimentação probiótica. Os frutos são transformados em produtos biofarmacêuticos, tanto para humanos, como para animais, mas também em produtos probióticos para alimentação humana, sendo que todas as fases de crescimento do dióspiro são utilizadas”, explicou ao Link To Leaders.

Até agora, António Marques já testou a sua ideia e conseguiu dar forma a uma bebida nutracêutica, chá, vinagre, celulose bacteriana, licor, aguardente, seiva de plantas, gás carbónico que apresentam, segundo o investigador, diversos benefícios para a saúde e valências.

A bebida ou chá serve para a regulação do sistema digestivo e circulatório, reduzindo os níveis de diabetes, colesterol e pressão arterial. O vinagre é produzido com dois níveis de qualidade, o “corrente e o gourmet”. A celulose bacteriana é usada para cicatrização de feridas e renovação da pele queimada.

Já a seiva pode usada de forma direta ou transformada, líquida ou em pó, nomeadamente para “reduzir as inflamações, dores cutâneas, todas as formas de herpes, pé de atleta, acne, otites e outras infeções do ouvido, dores da garganta ou anginas, constipações, tosse, rouquidão, afonia, infeção da boca, dores de dentes e gengivas, botões de febre, furúnculos, comichão, lábios gretados, calos, hérnias superficiais, todas as irritações da pele, dermatoses, hemorroidas, dermatites, entre outros, com ou sem visibilidade no corpo humano, mas também produtos dermatológicos, tais como cremes, sabonetes e champôs anticaspa”, enumerou António.

António quer começar a produzir estes produtos em massa, tendo como objetivo lançá-los maioritariamente no mercado nacional, sem esquecer o internacional. Mas precisa de parceiros.

“Os próximos passos a dar são o fabrico de protótipos, alguns já patenteados, outros em vias de ser, que servirão para a produção e obtenção de alguns produtos já produzidos e outros a desenvolver. Quero também encontrar o que é mais raro, pessoas ou empresas que acreditem no projeto, que sejam curiosos em querer saber mais sobre os produtos, experimentando-os e provando-os. Que tenham algum capital ou know how nos referidos setores, para que, futuramente, se crie um grande grupo económico”, explicou António, que acredita que as empresas que já têm produção nestas áreas poderão ser uma mais-valia para o seu negócio.

O investigador aponta como maiores dificuldades no mercado português “a falta de confiança das poucas empresas contactadas, até hoje, em inovação através de novos produtos, mas também de investidores, nomeadamente em capital de risco, não sendo estas as áreas preferidas para os seus investimentos, sobretudo quando o inventor/investigador é autodidata e a única pessoa ligada ao projeto”.

Resumo:
Responsável: António Marques
Área: Bioeconomia e Agroindústria
Produtos: Produtos biológicos produzidos com processos inovadores
Mercado: Nacional (70%) e internacional (30%)
Necessidade: Investimento e know-how para produzir produtos em massa
Contacto: antoniomarques123k@hotmail.com

António Marques PC AGO14  interior Foto seiva Foto chá 4 foto vinagre 3

 

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