Os smart glasses utilizados pelos polícias chineses dão acesso a informações como o nome e a morada dos potenciais criminosos.

A China é um dos países com maior vigilância do mundo. O território dispõe de um total de 170 milhões de câmaras que monitorizaram e identificam potenciais comportamentos suspeitos no meio das multidões. O país quer aumentar este número para 570 milhões nos próximos três anos.

O equipamento é relativamente parecido com os óculos inteligentes da Google, os Google Glass, e foram lançados pela primeira vez em Zhengzhou, a capital da província central chinesa Henan. Com esta nova tecnologia, os polícias são capazes de identificar suspeitos no meio de multidões ao tirar fotografias e triangular a informação com a base de dados.

Segundo as fontes oficiais chinesas, os óculos já facilitaram a captura de sete suspeitos e ajudaram a prender 35 pessoas que estavam a falsificar a identidade.

A China é líder no que toca a tecnologias de reconhecimento facial. As críticas à forma como as autoridades têm usado a tecnologia para garantir a segurança do país não têm sido as mais positivas. Segundo a BBC, com a entrada dos novos óculos no mercado existe o medo de que sejam utilizados para perseguir dissidentes políticos ou identificar minorias étnicas.

Fomentando esta ideia, a Bloomberg noticia que existe um sistema montado na província de Xinjiang (onde moram 10 milhões de muçulmanos uigures), concebido para notificar as autoridades do afastamento de indivíduos sobre controlo das suas casas ou dos locais de trabalho. É ainda importante referir que o governo chinês bloqueou o acesso à internet desta zona durante 10 meses depois de desentendimentos entre os uigures e os han.

Estes óculos poderão ser especialmente úteis nos festejos da passagem de ano chinesa, que ocorre no próximo dia 16 de fevereiro e que é identificada como a maior migração de pessoas do mundo.

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