O râguebi é mais do que um desporto coletivo de combate organizado. É uma verdadeira escola não só pelos valores que transmite, como também pelas transformações que suscita em quem o pratica. Conheça as lições que as start-ups podem tirar deste desporto.

Estima-se que os jogadores de râguebi corram uma média de oito quilómetros durante um jogo de 80 minutos. Não importa o quão rápido é a equipa ou se joga bem, o que importa é que os seus membros tenham uma boa preparação física e mental. Este processo é semelhante ao de uma start-up que exige preparação para resistir aos mais diversos obstáculos. Treine diariamente para reuniões e apresentações, e saiba como tirar o melhor proveito do dia para realizar todas as tarefas, segundo algumas regras do râguebi.

Pensar mais à frente

Os empreendedores geralmente não dão importância à preparação mental. Segundo os especialistas, como Nicolás Hersch, ex-jogador de SIC (San Isidro Club é um clube de râguebi e hóquei de Buenos Aires, Argentina) e atualmente empreendedor, o corredor Cristian Pérez e Juan Chacón, CEO da Machinalis, professor da UBP e coordenador da Doing Labs – a incubadora da Universidade Blas Pascal, na Argentina, há que identificar objetivos para cada tarefa, analisar o nível de alcance dos mesmos e estar preparado para tudo.

“O râguebi tem muito a ver com a dinâmica de um start-up. Agrupar-se, empurrar, cair e levantar novamente, mas o objetivo passa pela constante tentativa”, afirma Chacón de Machinalis.

O râguebi como desporto de contato pode ser um jogo difícil. Por exemplo, o peso médio dos Avançados (Forwards) num scrum é de 1600 kg, ou seja, força pura.

Não usar amortecedores

Numa partida, os jogadores de râguebi usam proteções, mas estão preparados para os golpes que o jogo oferece. Os membros de um start-up podem ter um dia cheio de pequenas vitórias, mas devem também estar preparados para enfrentar os obstáculos. Devem aprender a receber, a responder aos desafios, a identificar as principais aprendizagens e a levantarem-se de novo.

Trabalhar em equipa

“No râguebi aprende-se a trabalhar em equipa, algo essencial numa start-up para ultrapassar os desafios que lhe são impostos”, diz Hersch, fundador da UF Tickets, bilheteira online de entradas para eventos que usa o código QR para somar pontos.

Por outro lado, os empresários nunca devem subestimar o valor de uma equipa bem treinada, motivada e consolidada, pois é uma força-chave para o sucesso da operação.

Ser protagonista

Um empresário deve ser protagonista. É habitual no início de um projeto pensar que, ao verificar o e-mail e ao participar em eventos, está a trabalhar muito, mas está enganado. De acordo com os especialistas, é preciso aproveitar as horas que passa no escritório, ser construtivo desde o momento que chega até quando sai. O objetivo final é simples: aproveitar o tempo ao máximo e rentabilizá-lo.

Procurar ser único

Os All Blacks são únicos pela sua mística e história. De acordo com Chacón, uma start-up que quer competir com os grandes tem de ser disruptiva e gerar algo diferente.

Uma equipa com grandes jogadores e individualidades, seja numa start-up ou num jogo de râguebi, sabe que estes devem apoiar-se uns aos outros, tendo em conta as suas forças e fragilidades, algo que pode ser imbatível e único.

 

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