Todos viramos o ano a pensar numa mudança qualquer. Que o bom se mantenha, mas que o menos bom se altere. Somos insaciáveis por mais. Insatisfeitos por natureza. O que é excelente. Caso contrário, como andaríamos em frente? Mas, tipicamente, focamo-nos demasiado nos resultados e demasiado pouco no processo da mudança.

Desejamos mais para as nossas carreiras e mais para a vida pessoal. Queremos essa mudança! Mas será que estamos dispostos às mudanças que é preciso fazer, para gerar como consequência o resultado, esse sim, que é a mudança final que desejamos? Estamos cientes do processo que é preciso rever, alterar, intensificar, rasgar, por forma a alcançar o que queremos?

A mudança é vista ora como boa, ora como má. Se inevitável, abraçamo-la. “Já que tem que ser…” Depois vem a conformação, o hábito e, de mudança, passamos a uma rotina. Mas, se opcional, a mudança pode ser um joguete nas nossas mãos: a clássica inscrição no ginásio, ao qual não é obrigatório ir… a mudança nos horários ou hábitos alimentares, que não é preciso sempre cumprir…

Também no lado profissional, só é possível a mudança, se a encarar como obrigatória. O que a mudança pode fazer por si, não sei. Mas sei que fará algo de maravilhoso acontecer! Não conheço ninguém que, alterando as suas rotinas, o tenha feito para pior. Porque, já que o faz, terá o cuidado de proteger o que está bem e apenas mexer onde as melhorias são possíveis. Por isso, a mudança trará sempre crescimento, aperfeiçoamento, maior aproveitamento.

E não precisa de escolher 10 coisas a mudar. Diria mesmo que é um erro. Escolha uma. Uma coisa apenas. Concentre-se apenas nessa. Coloque-se na posição de liderança. É você que manda nessa escolha. Tem de depender de si, apenas. Mais ninguém pode ser envolvido ou comprometido. É consigo somente. E deixe de lado outras mudanças. Só as vai trazer por conforto: “se esta falhar, terei as outras…”. Resposta: vai falhar! Precisa de estar dependente dessa mudança por ser única, voraz, fatal. E, se assim for, conte com estas palavras: não vai falhar.

O que a mudança fará por si, é algo que só você pode descobrir. Mas, daqui a um ano, verá como já sabia disto: é você que faz a mudança acontecer. Ela, em si mesma, não existe. Mesmo quando vem de fora. Sugerida. Imposta. Não importa. Para mudar, tudo o que precisa está dentro dessa sua mágica cabeça.

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Sobre o autor

Ricardo Tomé

Ricardo Tomé é Diretor-Coordenador da Media Capital Digital, empresa do grupo que gere a estratégia e operação interativa para as várias marcas – TVI, TVI24, IOL, MaisFutebol, AutoPortal, etc. – com foco especial na área mobile (Rising Star, MasterChef, SecretStory)... Ler Mais