Nos dois primeiros meses de 2018, o Instituto Pedro Nunes (IPN) prevê que o concelho de Penela sirva de incubadora de uma dezena de empresas com negócios no setor rural. Com esta estimativa, o Habitat de Inovação Empresarial nos Setores Estratégicos (HIESE), ficará completamente ocupado.

A informação foi avançada à Lusa, pelo diretor executivo da Incubadora e Aceleradora de Empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN), Paulo Santos. Este responsável revelou também que o projeto de incubação “Smart Rural Smart HIESE” está na fase de execução, prevendo-se que fique concluído em junho de 2018.

O projeto Smart Rural, desenvolvido pela IPN Incubadora em colaboração com o Município de Penela, visa captar empresas para o Habitat de Inovação Empresarial nos Setores Estratégicos. Estimular a criação de empresas em sectores como a agro indústria, floresta, serviços ambientais, produtos e serviços para turismo e tecnologias de informação, é a finalidade deste projeto que conta com uma verba de 325 mil euros, financiada em 85% pelo programa Feder.

De acordo com a informação disponibilizada à Lusa pelo diretor executivo da Incubadora e Aceleradora de Empresas do IPN, até à data a maior parte das ações do projeto já foram realizadas como por exemplo os ateliês de criatividade e de mentoring e o Rural Open Day, que envolveu a participação de universidades, instituições de ciência e tecnologia para apresentarem aos potenciais empreendedores tecnologias inovadoras que possam ser replicadas no meio rural.

Paulo Santos explicou ainda que o primeiro concurso de ideias HIESE selecionou os três melhores projetos. “Ecoxperience” foi grande vencedor. Trata-se de um projeto de reaproveitamento de óleos alimentares para serem usados na produção de detergentes e produtos de limpeza, graças à aplicação de tecnologia desenvolvida na universidade de Coimbra.

“Smart Composite Solution”, também da Universidade de Coimbra, foi outro dos premiados. Neste caso trata-se da utilização de betão ultraleve para fabricar cubas de vinificação com propriedades especiais. Juntam-se a estes dois projetos, o Nhami, que visa o aproveitamento da gastronomia tradicional portuguesa de forma inovadora. O responsável da Incubadora e Aceleradora de Empresas do IPN revelou que os projetos já estão em fase de instalação. Até ao final deste ano será realizado um novo concurso de ideias de negócio.

Comentários