A Turismo Centro de Portugal viu ser aprovada uma candidatura a fundos comunitários para promoção dos “Lugares Património Mundial do Centro”, nomeadamente o Mosteiro da Batalha, o Mosteiro de Alcobaça, o Convento de Cristo e a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia.

Esta candidatura está inserida no Programa Operacional da Região Centro 2020. Sendo liderada pela Turismo do Centro, tem como parceiros beneficiários os municípios de Alcobaça, da Batalha, de Coimbra e de Tomar e a Universidade de Coimbra.

Este programa desenrolar-se-á ao longo de dois anos e organiza-se em cinco ações: envolvimento da comunidade; serviço educativo; programação cultural em rede; hospitalidade turística; e comunicação.

Esta candidatura assume uma grande importância para a estratégia do Turismo Centro de Portugal, dado que esta região oferece quatro sítios classificados como Património da Humanidade pela UNESCO, devendo tirar partido dessa diversidade. A criação desta Rede de Património Mundial do Centro de Portugal pretende potenciar o valor turístico dos quatro locais e estimular estratégias e intervenções comuns. Irá permitir promover o património, a história e a cultura dos quatro sítios, mas também, a partir deles, pôr em evidência todo o Centro de Portugal.

Sabemos hoje que um dos produtos mais procurados pelos turistas é o Cultural. Cerca de 49% das 1000 milhões de viagens que se fazem anualmente no mundo acontecem por motivação cultural. Os visitantes dos novos mercados emissores procuram diversificar as suas experiências, sendo que visitar o património da humanidade é para eles uma experiência privilegiada.

É de assinalar que, entre 2012 e 2016, se registou uma tendência de crescimento na procura destes espaços patrimoniais no Centro de Portugal, com especial destaque para a Universidade de Coimbra – Alta e Sofia, que no ano de 2016 recebeu cerca de 450 mil visitantes, seguindo-se-lhe o Mosteiro da Batalha (396.423), o Convento de Cristo (295.808) e o Mosteiro de Alcobaça (226.516). No total, os quatro Lugares Património Mundial do Centro receberam, durante o ano de 2016, mais de 1,3 milhões de visitantes. No âmbito específico dos monumentos nacionais geridos pela Direção Geral do Património Cultural, destaca-se ainda o facto de no, mesmo ano, o Convento de Cristo, o Mosteiro de Alcobaça e o Mosteiro da Batalha representarem, no seu conjunto, cerca de 32% do total de visitas a esses monumentos (e se excluirmos o Mosteiro dos Jerónimos, esse valor ultrapassa os 53%).

Esta é uma operação que tem a capacidade de criar valor acrescentado para as empresas e empresários do Centro que estão no perímetro dos lugares Património da Humanidade, além de que ajuda a reforçar a marca Centro de Portugal e a marca Portugal.

Os lugares património da humanidade têm valor universal e o Centro de Portugal tem a sorte de ter quatro, de valor inestimável, no seu território. Se fizermos bem o trabalho de divulgar este património em rede, toda a região ficará a ganhar – desde o setor público ao setor privado. O desafio deste trabalho em articulação será, sobretudo, criar uma camada que seja, em muito, superior à soma das partes.

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Sobre o autor

Pedro Machado

Pedro Machado é Presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal desde 2013. Doutorado em Turismo, pela Universidade de Aveiro, é Mestre em Ciências de Educação, na Área de Especialização - Psicologia Educacional, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e Licenciado em Filosofia. É Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Rotas do Vinho de Portugal desde 2014;Membro Cooptado da ESTH/IGP... Ler Mais