Especulador há vários anos, Paulo Inácio está a lançar uma start-up vocacionada para o mercado financeiro. O projeto vai ser oficializado em 24 de julho e até lá procura investidores.

Criar uma start-up ligada o mercado financeiro é o projeto de vida de Paulo Inácio, profissional que trabalha neste setor de atividade há 32 anos. “Comecei aos 18 anos enquanto estava no primeiro ano de gestão no ISG”, recorda. Na altura foi cliente dos corretores Pedro Caldeira e Abílio Agostinho de Sousa e, mais tarde, de Judite Correia.

Percurso de três décadas
Ao longo dos últimos trinta anos a especular no mercado financeiro, Paulo Inácio também esteve ligado à operação do regresso do Grupo Espírito Santo a Portugal com a reentrada na Tranquilidade e colaborou com a SOFINANÇA- Sociedade Gestora de Patrimónios S.A.

Aos 50 anos prepara o lançamento de uma start-up ligada a esta atividade e quer desmistificar a ideia, menos positiva, que as pessoas têm dos especuladores financeiros. “Os especuladores financeiros são mal vistos pela sociedade, criou-se a ideia de que ganhámos dinheiro fácil, o que não corresponde à verdade”.

Agora, com a maturidade, experiência e currículo conquistados vai lançar-se num projeto a que pretende dar forma até 24 de julho. “Neste momento falta colocar apenas 70% do capital. E estou em reuniões a explicar aos investidores o projeto, mostrando o extrato financeiro dos negócios com uma rentabilidade de 308% em 16 dias”, explica. Precisa de investidores para lotes múltiplos de 900 ações, e em cada lote o investimento é de 1.000 euros. “Quanto mais pequenos subscritores eu tiver, tanto melhor, porque pretendo ter o controle acionista na assembleia de acionistas”, acrescenta.

A liderar a nova start-up, Paulo Inácio reuniu no projeto “duas pessoas da sua confiança e com currículo. Um operador de ações que só vai tomar posições short em ações e um relações públicas que vai dialogar com os acionistas e as corretoras de bolsa com quem vamos trabalhar”, revela. Os três vamos ser acionistas e trabalhadores na empresa. Brevemente espera recrutar um operador e uma secretária.

A empresa vai operar nos mercados financeiros e, revelou o fundador do projeto, vai especular no índice de bolsa alemã. Os outros dois operadores vão apostar em short selling de ações. “Trabalhamos apenas com mercados muito líquidos, EUA e Europa-Alemanha, Inglaterra, Espanha e poucas empresas em Portugal”, afirma.

No mercado nacional, o objetivo é ser cliente de corretoras que estão em Portugal. “Vamos pagar comissões de corretagem a empresas sediadas em Portugal e pagar IRC em Portugal”, assegura Paulo Inácio.
“Temos a capacidade técnica e a experiência de estar nos mercados há muitos anos, por isso temos extrato para apresentar aos investidores. Já ninguém quer aplicar dinheiro nos bancos com depósitos a prazo inferiores a 1% anual. As pessoas estão dispostas a correr alguns riscos e por isso subscrevem lotes de 900 ações com investimento mínimo de 1000 euros. Pagam, subscrevem para ver que resultados vamos apresentar e apostam numa matriz portuguesa”, afirma.

Os próximos passos
Como explicou Paulo Inácio, os próximos passos a dar “é fechar as intenções de compra para 100% do capital antes de 18 de julho. E também gostávamos de ter um investidor que tomasse 30% do capital para que seja um investidor de referência para termos o controle da sociedade com mais de 50%”. O objetivo seria, explica, controlar a sociedade e os outros dois administradores estarem alinhados com a estratégia do líder e fundador do projeto, Paulo Inácio. Gostávamos que os nossos investidores fossem portugueses, até porque o capital a reunir é muito pouco… apenas 100 mil euros”, conclui.

Resumo
Responsável: Paulo Inácio
Área: Mercado financeiro
Produto: Empresa de investimentos
Mercado: Internacional
Necessidade: Investidores
Contactos:  inacio.paulo1@hotmail.com

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