O empreendedorismo tem estado na ordem do dia nos últimos cinco anos, sendo que em Portugal o número de empresas a serem constituídas aumentou em mais de 50%.

Por todo o lado, com especial destaque para os negócios online surgem ideias inovadoras, modernas e ambiciosas. No entanto, é preciso também analisar que nem metade destas start-ups duram mais de um ano no mercado. O incentivo ao empreendedorismo e as medidas de apoio governamentais naturalmente que estimularam a criação de empresas, até como forma de combater o desemprego e a falta de ocupação. No entanto, ser empresário não é para todos, e muitas ideias, por muito originais que sejam, não passam de meros conceitos, na realidade pouco rentáveis e impraticáveis.

Logo nas próprias universidades, nomeadamente nos cursos de Gestão e Economia, o empreendedorismo é muito valorizado como mote de desenvolvimento do país e do mercado comercial. No entanto, a falta de conhecimento de mercado, a pesada carga fiscal e a dificuldade de comunicação estão na origem da falência da maioria das empresas.

Existem setores de atividades mais rentáveis do que outros, seja por pertinência de atividade ou por clara distinção da concorrência e/ou inovação de produto. O setor da educação, é um clássico exemplo de investimento valorizado. A educação não é algo fútil ou opcional, é unânime a necessidade educativa de todas as crianças e até obrigatória.

O negócio da educação privada em Portugal apresenta um histórico antigo e com bastante sucesso. Infelizmente, o ensino público não dá resposta às necessidades nacionais, não existem vagas suficientes para o número de crianças existentes e nem corresponde às exigências de alguns pais. Dados recentes, baseados nos últimos Censos, demonstram que 40% dos pais portugueses se sentem insatisfeitos com o ensino público em Portugal. As causas são diversas e dependem imenso de distrito para distrito. Muitas opiniões negativas prendem-se com a falta de condições das instalações de algumas escolas, horários mistos que tornam quase impossível a gestão familiar, faltas de professores e demoras nas respetivas substituições, turmas demasiado grandes e problemas relacionados com disciplina em sala de aula.

Claro que, para a maioria da população portuguesa esta é a opção possível, independentemente da opinião. Os colégios privados são bastante dispendiosos, e uma mensalidade média é superior ao ordenado mínimo nacional. Assim sendo, não estamos a falar de negócios que se destinam a uma maioria. No entanto, cada vez mais os pais sacrificam outros benefícios em prol da educação dos filhos.

Embora já com margens mais reduzidas do que as praticadas há anos, a educação continua a ser um bom investimento do ponto de vista empreendedor. A educação de línguas, no meu caso, inglês não é exceção. Cada vez mais é consensual que a aprendizagem precoce da língua inglesa constitui um investimento garantido a longo prazo. Está provado que quanto mais cedo se iniciar a aprendizagem de uma segunda língua mais facilidade terá a criança em dominar a mesma e se tornar bilingue.

O mercado de trabalho sofreu alterações profundas nos últimos anos e cada vez mais o percurso escolar e profissional de alguém passa por experiências internacionais, empresas multinacionais ou contactos intercontinentais. Nada disto é possível sem um domínio absoluto da língua inglesa, algo que não é assegurado pelo ensino público português.

Este facto conduziu a um crescimento absoluto da marca Helen Doron English, bem como de outros institutos de línguas. Com mais ou menos esforço, os pais compreendem a importância de investir no futuro dos filhos e nos últimos quatro anos triplicámos o número de alunos a nível nacional e duplicámos o número de unidades existentes.

Obviamente, isto não teria sucedido se não existisse procura. A elaboração de business plans rigorosos e o conhecimento da área geográfica de implementação são fatores essenciais para o sucesso destes negócios, uma vez que dependem da boa relação com a comunidade, autarquias, entidades escolares e público em geral.

Embora existam outras áreas de necessidade e procura, a educação continua a ser um claro exemplo de sucesso no ramo empresarial.

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Sobre o autor

Mariana Torres

Mariana Torres é national franchisor em Portugal da marca Helen Doron English, um método de ensino da língua inglesa que vai desde os bebés com três meses até aos jovens com 19 anos. Em 2012, abriu a sua primeira unidade como franchisada dos centros de ensino de inglês Helen Doron English, em Odivelas. Passado um ano, assumiu o master da marca em Portugal. É também vogal do Conselho de Administração... Ler Mais