O final do ano foi fértil em bons negócios. Por isso, neste mês, falamos-lhe de três negócios, em vez de apenas um.

Os CTT, a REN e a Patris que hoje aqui destacamos, foram alguns dos que fecharam o ano com grandes negócios.

CTT comprou a totalidade da Transporta por 1,5 milhões de euros

Os CTT compraram a empresa Transporta – Transportes Porta a Porta S. A., sociedade que atua no mercado de distribuição e transporte de mercadorias, por 1,5 milhões de euros.

Com esta aquisição, os CTT aumentam o seu potencial de crescimento para os mercados adjacentes com potencial sinérgico, passando a oferecer aos seus clientes a capacidade de distribuição de objetos acima de 30 kg, e criam uma nova plataforma de expansão da empresa na cadeia de valor da logística e carga last mile.

REN comprou participação em gasoduto no Chile por 172 milhões de euros

A REN (Redes Energéticas Nacionais) comprou 42,5% da Eletrogas, a empresa que gere aquele que é considerado o maior gasoduto do Chile. Foram investidos 180 milhões de dólares (cerca de 172 milhões de euros) nesta aquisição à Enel Generación Chile. Trata-se de um passo importante na internacionalização da REN.

A Electrogas gere um gasoduto com 165,5 quilómetros na zona central do Chile, que liga o terminal de regaseificação de Quintero a Santiago do Chile, a capital e maior centro populacional, e a Valparaíso, um dos maiores portos do país.

A REN já tinha referido em maio de 2015 que estava atenta a eventuais oportunidades fora das fronteiras nacionais. Na altura, avançou que previa investir até 900 milhões de euros no mercado internacional até 2018. A empresa detém já um projeto em África, em Cahora Bassa, Moçambique.

A REN tem a seu cargo a exploração do gasoduto português que recebe gás da Argélia via Espanha, e o terminal de Gás Natural Liquefeito de Sines.

Patris Investimentos comprou a Finibanco Vida e a quase totalidade do capital da Banif Pensões

A Patris Investimentos concretizou, na última semana do ano, a compra da Finibanco Vida e da quase totalidade do capital da Banif Pensões. Detentora da Real Vida Seguros, a Patris fechou 2016 com ativos sob gestão acima dos 500 milhões de euros, com a integração destas instituições.

A Real Vida Seguros passou, com esta aquisição, a deter ativos superiores a 300 milhões de euros e a ter a cargo a gestão de mais de 300 milhões de euros de fundos de pensões, ficando, no total, com mais de quatro mil milhões de euros em créditos titularizados.

Dezembro foi um grande mês para a Real Vida Seguros, altura em que também se tornou na única seguradora portuguesa cotada em bolsa.

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