Conheça os melhores empregadores em Portugal e o que atrai e retem os colaboradores nacionais.

A Randstad Portugal divulgou os resultados do estudo Employer Brand Research 2019 (relativo ao ano passado) onde foi analisada a perceção de mais de 200 mil inquiridos sobre a atividade das empresas. Portugal foi um dos 32 países incluídos no relatório – que foi apresentado ontem na Cidade do Futebol, em Lisboa.

Tal como aconteceu em anos anteriores, um dos capítulos do estudo inclui os melhores empregadores em Portugal. À semelhança do ano ano passado, a Microsoft continua a ser a mais bem posicionada na lista. Já o segundo e terceiro lugares intercalaram em 2018. A TAP, que tinha ficado no último lugar do pódio em 2017, passou para a segunda posição, e a Hovione Farmaciência caiu na tabela.

Este ano, a Farfetch, o Ikea e o grupo Hotéis Real são as novas entradas. De referir também a ausência da Corticeira Amorim, que ficou em 10.º lugar no ano passado e que este ano ficou fora do top 20.

  1. Microsoft
  2. TAP – Transportes Aéreos Portugueses
  3. Hovione Farmaciência
  4. ANA – Aeroportos de Portugal
  5. Siemens
  6. Delta Cafés
  7. Nestlé
  8. Farfetch
  9. Banco de Portugal
  10. RTP – Rádio e Televisão de Portugal
  11. Fujitsu Technology Solutions
  12. OGMA – indústria aeronáutica de Portugal
  13. Ikea Portugal
  14. Lusíadas Saúde
  15. Hospital da Luz
  16. Nokia
  17. Bosch Termotecnologia
  18. Volkswagen autoeuropa
  19. Pestana Hotel Group
  20. Hotéis Real

Fatores que levam os funcionários a escolher uma empresa

Numa altura em que as empresas portuguesas continuam a ter dificuldade para atrair e reter talento, é importante saber o que os potenciais colaboradores procuram quando escolhem um empregador. Foi nesse sentido que a Randstad procurou descobrir quais são os critérios mais importantes na escolha de uma empresa. Foram identificados:

– Salário atrativo e benefícios (67%)
– Equilíbrio vida-trabalho (53%)
– Estabilidade no emprego (50%)
– Ambiente de trabalho agradável (50%)
– Progressão de carreira (49%)

O que as várias gerações querem encontrar num empregador

A acrescentar aos dados do tópico anterior, o relatório enumerou ainda os principais interesses por faixa etária, sendo estes:

– Geração Z (18-24):

Motivos para escolher um empregador:
29% dão importância ao conteúdo do trabalho e à possibilidade de ter um cargo interessante.
Motivos para ficar na empresa:
35% ficam se tiverem formação contínua.

Millennials (25-34):

Motivos para escolher um empregador:
55% dos millennials procuram equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, um fator secundarizado pelas outras gerações.

Motivos para ficar na empresa:
43% ficam se houver um ambiente de trabalho agradável.  

– Geração X (35-54):

Motivos para escolher um empregador:
Ao contrário das gerações mais novas, 25% das pessoas inseridas nesta faixa etária apontam a localização como o fator importante.

Motivos para ficar na empresa:
48% permanecem por terem estabilidade no emprego.

Baby Boomers (55-64):

Motivos para escolher um empregador:
Talvez por estarem em fim de carreira, os baby boomers destacam a saúde financeira de uma empresa como um dados mais relevantes – algo que não é tão marcante nas gerações anteriores.

Motivos para ficar na empresa:
41% fica se a empresa tiver uma localização conveniente.

Fatores que levam os trabalhadores portugueses a abandonar uma empresa

Da mesma forma que é importante descobrir quais os aspetos a que os funcionários dão mais importância, é também essencial descobrir o que leva os colaboradores a abandonar uma empresa. No caso nacional, os dois principais fatores são as compensações muito baixas e pouca progressão na carreira.

– Compensações muito baixas (50%)
– Progressão de carreira limitada (48%)
– Falta de reconhecimento / prémios (46%)
– Desafios insuficientes (30%)
– Problemas no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (20%)

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