A sua empresa é eficaz a inovar? Caso não seja, confira se algumas destas barreiras à inovação lhe são familiares.

Inovação: uma palavra repetida vezes sem conta e que todas as empresas dizem ter no seu ADN. Se por um lado há empresas que trabalham na inovação eficazmente, há outras – especialmente as grandes empresas com poder económico – que preferem adquirir start-ups que já produziram produtos ou serviços inovadores. Um bom exemplo disto são as gigantes automóveis, que atualmente estão a adquirir projetos para se manterem a par das últimas tendências do setor.

Com este tipo de empresas em vista, o Innovation Leader fez um estudo junto de 270 líderes corporativos para aferir quais são os maiores entraves à inovação neste tipo de firmas.

A maior barreira, apontada por 55% dos inquiridos, são as guerras internas e a falta de alinhamento. O relatório indica que os departamentos responsáveis pela inovação nas empresas sentem que já estão a inovar e que qualquer nova iniciativa que surja fora da equipa é uma afronta e uma potencial competição pelos recursos monetários.

Um dos testemunhos do report afirma que quando se começa uma nova iniciativa que abrange várias áreas da empresa os funcionários podem sentir que estão a ser alvo de perseguição. Com este tipo de problema em vista, os responsáveis pelo relatório afirmam que – nestes casos – os líderes têm de entrar em ação para explicar às várias equipas o que têm de fazer e como é que podem ajudar a iniciativa nova.

O segundo maior entrave apontado pelo estudo passa pelos problemas na cultura da empresa – 45% da amostra mostrou estar familiarizada com este problema. Tendo em conta que a cultura das grandes empresas é por norma alimentada pela excelência operacional e pelo crescimento preditivo, é comum que os colaboradores que apresentam novas ideias para os processos já estabelecidos no negócio não sejam recebidos de braços abertos.

A principal ideia a ser retida é que as grandes empresas têm medo de inovar ao nível dos canais que estão a dar resultados positivos – mesmo que estes não sejam alvo de alterações há muito tempo.

O problema de não “mexer na equipa” é que pode haver problemas futuros. Neste contexto, 42% dos inquiridos afirmou que uma das barreiras à inovação da sua empresa passava pela falta de habilidade em agir em alturas cruciais de decidir o futuro do negócio. De acordo com o relatório, o problema não passa por aferir quais são as próximas tendências, mas sim por agir aos sinais de mudança.

Para estas empresas que se encontram estáticas nas alturas de mudança, o indicado é agir assim que começarem a perceber que o mercado em que estão inseridas pode vir a sofrer grandes alterações. Isto pode ser feito através de pequenos grupos de colaboradores que levam a cabo testes piloto com as novas inovações, por exemplo.

Para 41% dos correspondentes a ausência de inovação prende-se com a falta de dinheiro. Apesar de os gastos em investigação e desenvolvimento (R&D) não serem sinónimo de inovação, este departamento é fulcral nas empresas que querem estar no topo da “cadeia alimentar”.

O relatório refere-se ainda à falta de estratégia ou de visão. Esta questão foi assinalada por 36% dos inquiridos. Segundo o estudo, este ponto suscita algumas questões, como: “será que os funcionários sabem que tipo de inovação é que têm de fazer?”; “estarão eles à procura de ideias para melhorar as operações e servir os clientes melhor ou estarão a desenvolver novos modelos de negócio à volta dos produtos já existentes?”.

Se uma empresa não tiver uma estratégia de inovação coerente e precisa é com alguma facilidade que as potenciais tentativas passam ao lado da estratégia geral da empresa.

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