Afinal, o que é que traz maior felicidade aos colaboradores. Esta foi a pergunta de partida para um novo estudo do LinkedIn.

Sushi e pizza à sexta-feira, uma promoção, um aumento no salário, férias ilimitadas, um cargo importante… Todos estes pontos podem aumentar a sua felicidade com o trabalho. Contudo, um novo estudo desenvolvido pelo LinkedIn junto de 2400 pessoas mostrou a componente mais importante e que traz maior felicidade aos colaboradores – de qualquer emprego.

O novo relatório da rede social de trabalho concluiu que as pessoas que gostam genuinamente do seu trabalho têm uma coisa em comum: utilizam parte do seu horário de trabalho para aprender. Isto pode-se traduzir em cursos online, ler, participar em webinars ou participar em novos projetos desafiantes da empresa que os coloca fora da sua zona de conforto e cria a necessidade de aprender novas habilidades.

A partir destas 2400 entrevistas, o LinkedIn descobriu que as pessoas que ocupam parte do tempo do seu horário de trabalho a aprender apresentam:

– Menos 47% de probabilidades de se sentirem stressadas;
– 39% mais probabilidades de se sentirem produtivas e bem-sucedidas;
– 23% mais preparadas para terem responsabilidades adicionais;
– 21% mais probabilidades de se sentirem confiantes e contentes.

Quando questionados sobre o atual cargo que desempenham, tendo em conta o que os inspira mais, os faz mais felizes e o que os faz continuar a lutar e a trabalhar arduamente, 26% dos inquiridos afirmaram que é a natureza do trabalho em si, 19% a oportunidade de crescer e de aprender e 14% apontaram a cultura da empresa e as pessoas com que trabalham.

Por outro lado, e em concordância com as respostas dadas, quando questionados sobre o que os faria despedirem-se do trabalho, a maior parte dos entrevistados (20%) respondeu que seria a incapacidade de aprender e crescer. Em segundo lugar surge “trabalhar muito arduamente, muitas viagens e ambiente de trabalho pouco saudável”.

É relevante referir que a aprendizagem não só é importante para o desenvolvimento dos colaboradores, como também das empresas. Segundo um novo estudo sobre a transformação digital feito em conjunto entre o MIT e a Deloitte, as empresas digitais mais bem-sucedidas e de rápido crescimento diferenciam-se numa coisa: transformaram a forma como os indivíduos e as organizações aprendem. Isto não significa aprender uma vez por ano numa formação, mas sim estar constantemente a aprender. Entre as firmas com melhor performance, o MIT e a Deloitte descobriram que 44% dos colaboradores estão em constante melhoria das suas capacidades e que 73% atualizam as suas competências duas vezes por ano.

Apesar da possibilidade de aprender ser a componente mais importante para tornar os colaboradores felizes, é difícil fazê-lo quando estes têm o horário preenchido. Na verdade, das pessoas que se submeteram ao teste do LinkedIn, 45% afirmaram que trabalham entre 41 e 50 horas por semana e 21% dizem trabalhar mais de 50 horas por semana. Apenas 34% dizem ter um horário laboral inferior a 40 horas semanais.

 

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