Um estudo revelou que as pessoas que estão constantemente a viajar em negócios têm mais probabilidade de desenvolver problemas como obesidade, depressão e vícios como o álcool e o tabaco.

Se por um lado viajar por lazer pode torná-lo um bom profissional, por outro, estar constantemente a viajar em negócios pode não ser muito bom para a saúde. É esta a ideia enunciada por um estudo levado a cabo por duas universidades norte-americanas, que analisaram mais de 18 mil empregados.

Quando comparadas com as pessoas que viajam entre uma a seis vezes por mês, quem viaja três semanas – ou mais –, durante o mesmo período, tem duas vezes mais probabilidade de se tornar obeso.

E as más notícias não ficam por aqui. Se faz parte deste segundo grupo de pessoas que está constantemente a viajar fique a saber que há mais efeitos negativos. No que ainda diz respeito aos efeitos físicos, este estilo de vida “nómada” provoca um aumento da pressão arterial e uma diminuição do colesterol bom (lipoproteína).

Em relação aos efeitos psicológicos, as pessoas que passam pelo menos metade do mês a viajar são bastante mais propensas a desenvolver depressões, a ter dificuldade em dormir e em lidar com a ansiedade. Níveis altos de consumo de álcool e tabaco são outros dos dois problemas diretamente ligados a estes profissionais.

Andrew Rundle, coautor do estudo, explicou na Harvard Business Review que “apesar de apenas 12% dos funcionários estudados viajarem 14 ou mais noites por mês, a junção de todas estas condicionantes de saúde entre os viajantes frequentes é preocupante, tanto pela sua própria saúde, como também pela saúde das organizações para quem trabalham”.

Isto acontece porque, para além destes problemas de saúde poderem gerar custos para os empregadores através das contas médicas, também podem baixar a produtividade, piorar a performance e criar incapacidades a curto-prazo, o que, no final, pode acabar por prejudicar a empresa.

Segundo adianta Rundle, as soluções passam por haver uma consciencialização dos empregados em relação à sua dieta, exercício, consumo de álcool e sono. Contudo, para isto acontecer, “os funcionários precisam de apoio em formato educativo, treino e uma cultura corporativa que enfatize as viagens de negócio saudáveis”, acrescenta o coautor do estudo.

Com isto em mente, uma das formas de contornar esta situação passa por escolher hotéis que disponibilizem refeições saudáveis e que disponham de ginásios dentro das suas instalações. Para além disto, o coautor do estudo afirma que é importante cortar as viagens de negócios ao mínimo indispensável.

Rundle acrescenta ainda que apesar das viagens de negócios apresentarem uma componente educativa, e até divertida, para muitas pessoas, a longo prazo o cansaço e desgaste de estar constantemente a viajar pode não valer a pena.

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