O anúncio foi feito por Miguel Rodrigues, um dos sócios do LACS (Lisbon Art Center & Studios), durante a inauguração oficial do espaço que pretende juntar empresas a artesãos, num ambiente de criatividade. A cerimónia contou com a presença do Ministro da Economia.

Onde outrora eram os balneários e a cantina dos trabalhadores do Porto de Lisboa, um edifício junto ao rio que estava desocupado há 20 anos, no Cais Rocha Conde de Óbidos (Santos), é agora o LACS, um espaço para empresas que se queiram ver embrenhadas num ambiente totalmente voltado para a criatividade.

Mas o objetivo não é ficar por aqui. Durante a inauguração oficial do LACS Conde de Óbidos, que decorreu ontem, Miguel Rodrigues, um dos sócios, revelou que já há data e local para o lançamento do próximo LACS (Lisbon Art Center & Studios) comprovando a revelação de João Lopes Raimundo ao  Link to Leaders, no final de maio. Cascais acolherá o novo espaço já a partir de setembro.

Filipe de Botton, conhecido empresário português e chairman da Logoplaste, em conjunto com João Lopes Raimundo (empresário que esteve ligado ao Montepio), Gustavo Brito (Paris-Sete) e Miguel Rodrigues (Ductos Group), investiram neste prédio abandonado qualquer coisa como três milhões de euros.

“A ideia era criar um cluster criativo. Criarmos um espaço que fosse aberto à sociedade, um espaço de cultura. Como podem ver temos patente uma exposição no LACS de cerca de 80 artistas”, revelou Miguel Rodrigues.

João Lopes Raimundo durante apresentação do projeto ontem em Lisboa

Durante a cerimónia que contou com a presença do Ministro da Economia, Miguel Caldeira Cabral, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Duarte Cordeiro, e da presidente da Administração do Porto de Lisboa, Lídia Sequeira, foram assinados dois protocolos: um com a Associação P28 que saiu do Júlio de Matos para pôr artistas consagrados onde ninguém os espera, em contentores e ao ar livre, e com a CARPE DIEM Arte e Pesquisa, que se apresenta como uma plataforma de experimentação artística e curatorial, tendo um programa expositivo composto por artistas nacionais e internacionais.

Miguel Caldeira Cabral aproveitou a oportunidade para frisar que “este é um projeto único, diferente e muito interessante”. “Há alguns anos as universidades faziam ciência, mas hoje não é assim. Grande parte da inovação faz-se em espaços como este, o LACS, apesar das universidades continuarem a fazer ciência. São estes espaços que fazem futuro, criam emprego e criatividade”, disse, acrescentando que “o Porto de Lisboa, que sempre foi um espaço de troca, é hoje também um espaço onde chega a mercadoria com mais peso: o conhecimento”.

O LACS Conde De Óbidos conta com um salão de eventos e um terraço de fazer inveja, aberto ao público. O topo do edifício oferece uma vista privilegiada sobre a cidade de Lisboa e permite espreitar a doca do Porto de Lisboa, onde os navios atracam. Aqui estão previstas a realização de diversas atividades, já a começar com a exibição dos jogos do Campeonato Mundial de Futebol.

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