A Konica Minolta desenvolveu um estudo sobre robots e inteligência artificial para suporte na área da saúde. O R1, o robot utilizado, é vendido como sendo “o seu humanoide pessoal”.

A empresa japonesa continua a investir na investigação e desenvolvimento da robótica e inteligência artificial para a saúde. Tendo em conta que o mercado global da robótica ligada à medicina se encontra em claro crescimento, esta é uma grande oportunidade de criação de riqueza futura para a Konica Minolta. A MARKETSANDMARKETS prevê que, em 2023, esta área valha perto de 14,5 mil milhões de euros – perto de três vezes mais que os estimados 5,6 mil milhões de euros em 2018.

O estudo foi feito em colaboração com o Instituto de Investigação Científica Italiano (IIT) no hospital Casa Sollievo della Sofferenza (Casa Alívio do Sofrimento, em português). Desta forma, depois de ter inaugurado um centro de investigação em Roma e, agora, com a parceria com o IIT, a multinacional nipónica dá mais um passo em frente na investigação na área da inteligência artificial na saúde.

A ideia por trás desta colaboração é perceber como é que os robots podem ajudar os doentes, executar atividades de monitorização básica e apoiar os trabalhos dos enfermeiros e médicos. Foi a pensar nisto que o instituto de investigação italiano forneceu um robot – intitulado R1 e cujo slogan é “o seu humanoide pessoal” – que está habituado a prestar apoio às pessoas em diversos cenários. Do lado da Konica Minolta a contribuição foi feita com os seus conhecimentos especializados em inteligência artificial e robótica distribuída.

“Na configuração atual, estamos a começar a utilizar o robot R1 do IIT para acompanhar os doentes nas suas rotinas diárias. Esta experiência faz parte dos nossos projetos correntes que têm como objetivo otimizar o tempo dos profissionais de saúde”, afirmou em comunicado Francesco Giuliani, diretor de TIC, inovação e investigação do instituto científico de cuidados de saúde e reabilitação Sollievo della Sofferenza.

Atualmente, o robot é capaz de reconhecer pessoas e objetos e, através da colaboração com a fabricante de equipamentos para escritório, será capaz de interagir de forma mais sofisticada com médicos e doentes de forma a compreender melhor as suas atividades e necessidades.

Francesco Puja, investigador em robótica distribuída da Konica Minolta, sublinha que as soluções da multinacional japonesa aperfeiçoam os robots com capacidades cognitivas melhoradas. O reconhecimento de atividades e objetos e a capacidade de análise de emoções e comportamentos permitem aos robots perceberem o ambiente, compreendê-lo e assumir os comportamentos adequados”.

Refira-se que os robots podem assumir vários papéis dentro da medicina. Cirurgias, reabilitação, radiocirurgia não invasiva e distribuição de medicamentos são apenas alguns exemplos de tarefas que podem ser feitas por estas invenções.

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