Sean Henry, um empreendedor de 21 anos, fundou a Stord, uma plataforma de auxílio ao armazenamento e transporte de bens para empresas.

A distribuição a horas e o armazenamento são possivelmente dois dos maiores problemas para empresas de bens de consumo. A pensar nisto, Sean Henry criou a Stord, uma plataforma de auxílio ao armazenamento e transporte de bens para empresas deste género.

Este é um sector pouco explorado pela nova geração de start-ups. Globalmente, o valor do mercado de armazenamento, por si só, vale mais de 135 mil milhões de euros. É neste espaço que a start-up do jovem fundador se insere.

A start-up, que já tem dois anos, foi cofundada por Jacob Boudreau, que entrou para o projeto quando tinha apenas 18 anos, altura em que já geria sozinho uma agência de web development.

O modelo de negócio da Stord é atual e adaptado aos dias que correm. Em vez de serem proprietários de armazéns, o projeto baseia-se numa plataforma que liga empresários de bens de consumo – que precisam de espaço para armazenar os seus produtos – a donos de armazéns com espaço livre.

O negócio, que opera num modelo de business-to-business (B2B), teve o seu principal ponto de viragem depois de entrar na Dynamo Accelerator, uma aceleradora dos Estados Unidos que se foca, exclusivamente, em start-ups de logística e de cadeias de abastecimento. Henry contou à Forbes que com a entrada para a aceleradora  teve contacto com mentores de empresas como a UPS, a GE e a Ryder.

O software foi inteiramente criado pela equipa da Stord e nasceu da dificuldade de comunicação que existe entre os dois polos do negócio: os armazenistas e os proprietários dos bens. De forma a otimizar a plataforma, a start-up juntou-se a um dos seus primeiros clientes para observar como é que o trabalho é feito atualmente.

Segundo Sean Henry, a comunicação no setor é feita através de e-mails, faxes e telefonemas. Os clientes estão habituados a ligar e a explicar o que querem ir buscar ao armazém ou a enviar dezenas de e-mails para que o seu pedido seja verificado. Em média, um pedido para tirar algo de um armazém leva 25 minutos de interação humana.

É também nesta componente que o projeto trabalha. Para além de dar mais possibilidades aos empresários de bens de consumo e aos proprietários de armazéns, o software da Stord facilita a interação entre as duas partes.

O projeto gerido pelos dois jovens norte-americanos não chegou a ultrapassar a barreira de um milhão de dólares em 2017. Independentemente disto, a Stord está prestes a receber um investimento para alavancar a empresa, que ainda está numa fase bastante embrionária. Em 2018 a Stord espera ultrapassar os 3 milhões de euros em receitas.

Comentários