Existem três razões para enviar boas festas empresariais: reforçar relações profissionais existentes, atrair novos clientes e lembrar a antigos clientes que a sua empresa continua no mercado.

  1. Devo enviar as boas festas a todos os meus contactos profissionais?

Existem três razões para enviar boas festas empresariais: reforçar relações profissionais existentes, atrair novos clientes e lembrar a antigos clientes que a sua empresa continua no mercado.

O envio de Boas Festas é muitas vezes a única comunicação carinhosa ou desinteressada que se estabelece com empresas ou clientes distantes. Por isso se deve fazer um esforço para mandar a tempo (antes do Natal) e retribuir agradecendo até ao Dia de Reis. Mas enviar e agradecer as Boas Festas acaba por ser a praga anual que prejudica o espírito natalício de qualquer pessoa, em vez de o promover…

Escolha um cartão de boa qualidade e, se possível, cartões que apoiem ONG’s como a UNICEF ou a AMI. Para tornar o cartão mais personalizado, deve começar com uma frase de abertura como, por exemplo, “Caro Dr. José Antunes”. A seguir deve escrever uma pequena frase, depois assinar e acrescentar por baixo da assinatura, Natal de 2018.

Pode enviar com o seu cartão-de-visita, para ajudar a decifrar uma assinatura ilegível, mas nunca deve ser usado para escrever os votos de Boas Festas a menos que vá a acompanhar um presente. Em relação às boas festas eletrónicas, apesar de não serem tão formais como um cartão de Boas festas impresso e assinado, são hoje em dia a regra em vez de ser a exceção. Muita gente nem sequer as abre com medo dos vírus e quem as abre e as descarrega acaba por as deitar para o lixo. Neste caso pode responder automaticamente com a frase “Agradeço e retribuo os votos de Boas Festas, desejando-lhe um excelente Ano Novo” seguido da sua assinatura eletrónica.

  1. Já passo mais tempo com as pessoas da minha empresa do que com a minha família. Tenho mesmo de ir ao jantar de Natal? 

Em princípio, sim. Só se tiver nesse dia um compromisso verdadeiramente inadiável, que possa justificar a sua ausência.

O jantar de Natal ou a festa de Natal da empresa tem como objetivo reunir e aproximar os trabalhadores com as chefias num ambiente descontraído. Mesmo que pense que há melhores maneiras de passar o tempo, deve encarar este evento como parte do seu trabalho e como um contributo para o progresso da sua carreira. Adote uma atitude positiva e aproveite esta oportunidade para se promover profissionalmente e fazer networking dentro da empresa.

Quando chegar ao local do jantar ou da festa, cumprimente quem o convidou (seja a sua chefia, seja a chefia máxima) e sorria. Se ainda não conhecia a chefia máxima, aproveite para se apresentar, explique onde trabalha e faça um pouco de conversa de circunstância (sem aproveitar a ocasião para pedir um aumento…)

Circule depois, evitando beber muito álcool para que no dia seguinte um vídeo seu comprometedor não circule nas redes sociais. Se quem paga o jantar é o patrão da empresa, o melhor é ficar logo combinado com os empregados do restaurante a quantidade de álcool que pode ser consumida para evitar que as pessoas que regressam a casa de automóvel o possam fazer em segurança.

  1. Os presentes que se trocam no Natal com pessoas da nossa e de outras empresas fazem-me confusão. A quem tenho de dar obrigatoriamente um presente e que tipo de presente? 

Em relação ao envio de presentes para clientes e fornecedores, cada empresa tem as suas regras. E se não as tem, devia ter. Se dirige uma recém-criada empresa deve definir essas regras para que tanto vendedores como colaboradores saibam o que fazer nesta época.

Algumas empresas em Portugal deixaram de enviar presentes natalícios a clientes e o montante que gastavam anualmente passou a ser doado para uma causa solidária. Se adotar esta política, é importante não se esquecer de fazer uma boa campanha de comunicação junto dos clientes, especificando qual o montante que vai ser entregue à instituição escolhida.

Existem em Portugal muitas empresas que continuam a enviar presentes de prestígio no Natal aos seus melhores clientes, por exemplo, caixas de vinho de grande qualidade com rótulo exclusivo numa embalagem de luxo com o logotipo da empresa ofertante. Também se podem oferecer objetos de escritório, com bom gosto e um logo discreto da sua empresa, para que os destinatários saibam que não foram esquecidos.

Se receber uma destas ofertas, deve agradecer com um cartão de boas festas especial, em que agradece a magnífica oferta e deseja um Ano Novo com muitas oportunidades de colaboração. Também pode retribuir com uma oferta de valor aproximado.

Mesmo que entre todos os colaboradores da sua empresa reine um clima amigável, não é costume trocarem-se presentes de Natal como se fossem uma família. Pode instituir a tradição do “amigo secreto”, em que cada pessoa tira um nome de um saco e depois compra apenas um presente com o valor estabelecido (e, de preferência, com talão de oferta…) para a pessoa que lhe calhou como amigo secreto este ano. Assim cada um dos colaboradores recebe apenas um presente e só tem de comprar um presente. Estes presentes abrem-se logo que se recebem e são agradecidos logo.

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Sobre o autor

Isabel Amaral

Isabel Amaral é Presidente da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo desde 2005 e Investigadora do Instituto do Oriente (ISCSP-Universidade de Lisboa), desde 2013. É oradora internacional, empresária, coach executiva, docente em universidades portuguesas e estrangeiras, palestrante e conferencista, em... Ler Mais