2016 trouxe cerca de 1 300 milhões de euros de investimento imobiliário em Portugal, sendo que 82% deste foi realizado por investidores estrangeiros.

Em Portugal foram investidos cerca de 1 300 milhões de euros no setor imobiliário durante 2016, segundo avançado na apresentação do resumo da atividade do mercado imobiliário nacional no ano passado, pela consultora Cushman & Wakefield (C&W).

“Em linha com a tendência a que vimos a assistir desde o ano passado, 2016 foi mais um bom ano para o setor imobiliário em Portugal”, refere Eric van Leuven, diretor-geral da consultora em Portugal. “A atividade de investimento, principal motor do setor, manteve-se extremamente dinâmica. Por seu lado, o mercado de ocupação confirmou a aposta dos investidores no mercado português, refletindo de forma transversal uma procura saudável e dinâmica, que consolidou em 2016 com volumes que se alinham com os valores pré-crise”, acrescentou.

O valor de 2016 é o segundo mais alto da história do mercado de investimento em imobiliário comercial, apenas ultrapassado em 2015, no qual as transações de investimento se aproximaram dos 2 mil milhões.

O setor de escritórios foi o que obteve maior investimento, acima dos 600 milhões de euros, um valor máximo histórico. Nunca o investimento em ativos de escritórios em Portugal foi tão elevado. As operações mais significativas foram as do Campus da Justiça, no Parque das Nações, a venda do Edifício NOS e da Torre A das Torres de Lisboa.

O mercado de retalho manteve a sua grande atratividade, com mais de 500 milhões de euros negociados, tendo sido a CBRE GIP a responsável pela maior operação do ano, com a compra do AlgarveShopping e da Estação Viana ao Fundo Sierra.

A reabilitação urbana foi também de grande atração para os investidores nacionais e estrangeiros. São conhecidos mais de 30 negócios, cujo valor acumulado ultrapassou os 480 milhões de euros.

“As nossas perspetivas para 2017 são otimistas”, refere Eric van Leuven, acrescentando que “a economia tem vindo a percorrer um caminho de correção ao longo dos últimos anos e tudo aponta para uma manutenção do crescimento que se iniciou em 2014. Os setores de escritórios e retalho serão os mais dinâmicos, ainda que a escassez de oferta de escritórios de qualidade em Lisboa possa de alguma forma atenuar o volume de procura”.

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