O poder do conhecimento foi democratizado nos últimos anos. Até poucas décadas atrás, você conseguiria assistir a palestras de grandes nomes do empreendedorismo mundial apenas se pudesse viajar para o exterior e pagasse ingressos caríssimos para eventos presenciais.

Hoje a maravilha da Internet permite que você assista a palestras desses grandes nomes ao vivo, sentado no sofá da sua casa através do seu smartphone.

Não podemos mais dizer que a única forma de adquirir conhecimento é através da universidade, mesmo porque um diploma debaixo do braço pode não significar muita coisa quando o assunto é empreendedorismo. Isso mesmo, você pode gastar milhares de dólares a estudar business em Harvard, mas se não colocar a mão na massa, nunca saberá o que é empreender.

Empreender é uma experiência prática! Você precisa vivenciar os problemas organizacionais, políticos, administrativos e de gestão de uma start-up. Precisa de viver isso.

Já presenciei famílias de jovens que gastaram pequenas fortunas com a faculdade, a pós-graduação e os famosos MBAs. Daí o jovem inicia-se no mundo dos negócios aos 30 anos, com um currículo invejável, mas completamente inexperiente e sem ter a mínima ideia de como empreender.

Portanto, todos precisam de entender que o mercado não liga se você tem um MBA na Harvard University ou uma pós-graduação na UFRJ, na USP ou na Fundação Getúlio Vargas. Veja bem, não estou a desaconselhar o estudo formal, pois eu estudei e ainda estudo muito… faculdade, algumas pós-graduações, mestrado, sou professores universitário e incentivo o conhecimento através do estudo formal em universidades. Mas existe uma mudança de paradigma importante na nossa sociedade: hoje, graças à Internet, o conhecimento é realmente universal, democrático e gratuito!

Entender a vida, as motivações, os interesses, a perseverança, os sonhos e a visão de jovens empreendedores nos seus 18 anos de idade, antes mesmo de montarem suas start-ups, são ensinamentos ímpares e que facilitam o nosso entendimento sobre como grandes visionários obtiveram sucesso.

Estude, assista a vídeos biográficos, entrevistas, palestras e tentem colocar-se na mente brilhante de empreendedores como Bill Gates, Mark Zuckerberg, Steve Jobs (Ops, sem querer criar polémica, mas acabei por listar coincidentemente três estudantes que abandonaram a faculdade para criar suas start-ups… juro que isso não foi provocação).

Conheçam a vida e a trajetória empreendedora fantástica de outros génios como Henry Ford, Thomas Edison, Gary Vaynerchuk, além de brasileiros igualmente notáveis como Jorge Paulo Lemann, Maurício de Sousa, Abílio Diniz, António Ermírio de Moraes, Luiza Helena Trajano, Carlos Wizard, Flávio Augusto da Silva e Sílvio Santos, por exemplo.

Bem, apesar de o mercado não ligar para quem você seja, pois ele busca apenas resultados, temos que entender que para você prosperar como empreendedor terá que conhecer muito bem esse mercado que está prestes a trabalhar. Entende-se por mercado o universo físico ou virtual onde vamos vender os nossos produtos e serviços, onde vamos interagir com os nossos futuros clientes e vamos competir com concorrentes.

Se você é bom e traz resultados positivos, pouco importa se tem um mestrado na Harvard Business School ou se é apenas um estudante do ensino médio. O que importa para o mercado é se você é competente, se tem um produto interessante para ser comercializado e se agrega valor à sociedade de alguma forma.

Portanto, se você traz resultados ao mercado, sua star-tup vai vencer.

Dois tipos de mercado
Normalmente encontramos duas possibilidades de mercado:

Mercado grande hoje: grandes oportunidades, grande mercado consumidor, entretanto muitos concorrentes. O sucesso nesse mercado é possível, desde que você seja bastante competente.

Mercado pequeno hoje: Esse cenário é muito interessante, pois você conseguiu identificar um grande potencial de crescimento nesse setor no longo prazo. Além disso, possivelmente existe um número reduzido de concorrentes no momento, o que aumenta as suas chances de sucesso se for competente.

Independente do mercado ser grande ou pequeno, se o produto for ruim, o mercado vai rejeitar. Não há misericórdia! O mercado apenas lê o que se apresenta para ele e determina se o produto vai sobreviver naquele momento ou não.

De um jeito ou de outro, você pode prosperar em qualquer opção de mercado. Tudo vai depender da forma como você e sua equipa vão encarar o seu projeto start-up.

Lembre-se, o mercado é o “Senhor de todos os poderes”. Ele responde sempre positivamente à start-up melhor preparada, estruturada e com o melhor produto. Se você sucumbir, não culpe o mercado, ele está sempre com a razão. Pare, reflita onde errou e recomece melhor e mais forte!

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Sobre o autor

Gustavo Teixeira

É médico, mestre em Educação Especial pela Framingham State University, cofundador e diretor-executivo do Child Behavior Institute of Miami nos Estados Unidos. Atua como palestrante internacional nas áreas de inclusão e educação especial, e é um dos responsáveis pela popularização... Ler Mais