A Sage fez uma analise às possíveis tendências, aos desafios, às soluções e aos campos de atuação da inteligência artificial para este ano.

O ano passado foi marcado pelo começo de uma implementação mais abrangente da inteligência artificial (IA). Mas a opinião pública sobre esta temática nem sempre é a mais positiva e personalidades como Elon Musk já alertaram para os possíveis perigos da sua utilização e desenvolvimento. Refira-se que um estudo recente da Tractica revelou que o mercado global da IA pode atingir os 75 mil milhões de euros até 2025.

A Sage analisou o tema e faz uma previsão, dividida em quatro pontos, sobre quais vão ser as tendências para 2018 no domínio da IA.

  1. A inteligência artificial com aparência humana irá desvanecer-se lentamente

No ano passado o mundo assistiu ao primeiro robot a receber cidadania de um país. Sophia, a mulher-robot que esteve presente na Web Summit – onde partilhou o palco com a “reencarnação metálica” de Einstein – é oficialmente uma cidadã saudita.

Segundo a análise da Sage, em 2018, o desenvolvimento de IA com estruturas fisicamente humanas vai ser deixada de lado. Isto porque, refere o estudo, tentar humanizar a inteligência artificial ao máximo pode prejudicar o progresso da tecnologia. A tendência é que os engenheiros e programadores se foquem na construção de terminais de IA baseados em algoritmos que respondam, tomem decisões e interajam de forma humana.

  1. Priorizar os problemas reais do mundo

A segunda tendência apontada pela Sage é que a IA irá focar-se na resolução dos problemas que afetam grandes núcleos da população. Atualmente, esta tecnologia é utilizada para tratar pequenos problemas de nicho, mas o grande desafio para 2018 vai ser abranger problemas mundiais.

Tendo já a possibilidade de abordar problemas como a gestão de recursos humanos ou solucionar mudanças climáticas, a tendência de utilização da IA para 2018, segundo a análise da Sage, vai incidir nos principais problemas que a população mundial enfrenta.

Kriti Sharma, vice-presidente de Bots e Inteligência Artificial da empresa, explica em comunicado que “o que temos visto até agora sobre a Inteligência Artificial é apenas o início de tudo o que esta tecnologia pode fazer tanto pelas empresas, como pelos indivíduos na sua vida quotidiana”.

  1. O capital humano complementado com inteligência artificial trará consigo resultados ótimos

Quando se fala em IA um dos principais problemas associados a esta temática é o aumento do desemprego devido à aplicação da tecnologia nos mais diversos setores. Exemplo disso é o estudo da universidade de Oxford, que prevê que nos próximos 20 anos 47% dos empregos atualmente existentes nos Estados Unidos poderão vir a ser ocupados por robots.

O medo do impacto que este potencial progresso pode ter no mercado de trabalho é, na visão da Sage, desnecessário, argumentando que – apesar de alguns postos de trabalho serem irremediavelmente substituídos por robots – a grande maioria do mercado vai evoluir de forma a incorporar e coexistir com a IA, aumentando assim os benefícios para as empresas.

Ainda neste ponto, o estudo da Sage acrescenta que, nos próximos meses, as empresas vão começar a estabelecer programas de retenção para formar os seus colaboradores não técnicos sobre como trabalhar com a IA.

  1. Maior adoção da inteligência artificial ao nível do consumidor

Havendo pouca confiança no que toca a esta tecnologia, um dos principais objetivos desta indústria para 2018 é criar confiança com os consumidores, para que estes se sintam confortáveis com os produtos e serviços que têm como base a IA.

A vice-presidente de Bots e Inteligência Artificial na Sage referiu em comunicado que “durante este ano, a indústria da IA continuará a evoluir e a alcançar grandes avanços. Cada vez mais pessoas irão familiarizar-se com os detalhes e complexidades desta tecnologia e as aplicações de IA vão aumentar e expandir-se para novos setores. Externamente, o mercado da IA será pressionado para assumir a responsabilidade de aumentar a transparência e a prestação de contas. Desta forma, várias empresas e associações dos setores privado, público e académico, vão formar-se e verão crescer o seu conhecimento sobre esta indústria”.

É também relevante referir que, em agosto do ano passado, a Sage revelou estar a desenvolver um código ético para o desenvolvimento da IA.

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