A conclusão é de um estudo recente da PwC levado a cabo no mercado de trabalho britânico.

Apesar de já haver a ideia de que a inteligência artificial pode vir a destruir grande parte dos empregos, um estudo da PwC mostrou que, com a entrada desta tecnologia, o mercado de trabalho – no Reino Unido – pode caminhar na direção oposta.

O estudo revelou que a inteligência artificial e as tecnologias que daí derivam vão gerar mais postos de trabalho do que destruir. A conclusão é que, nos próximos 20 anos, esta tecnologia vai destruir 7 milhões de empregos, mas vai criar outros 7.2 milhões, o que se traduz num saldo positivo de 200 mil empregos na conta final.

O impacto da inteligência artificial vai variar consoante os setores. No entanto, a PwC afirma que vão ser criados quase um milhão de postos de trabalho nos setores sociais e de saúde. Por outro lado, os empregos relacionados com fabrico vão decrescer 25%, o que equivale a quase 700 mil postos.

Na opinião do chief economist da PwC, John Hawksworth, “as novas grandes tecnologias, desde os motores a vapor aos computadores, destroem alguns empregos existentes, mas também geram grandes ganhos na produtividade”. Por consequência, “isto reduz os preços e aumenta as receitas e os níveis de gastos, o que cria procura por mais trabalhadores”, acrescenta.

“A nossa análise sugere que o mesmo vai acontecer com a inteligência artificial, robots e as tecnologias relacionadas, mas a distribuição dos empregos pelos setores vai mudar consideravelmente durante o processo”, explica Hawksworth.

Outros dos setores mais afetados nos próximos 20 anos serão os dos transportes e da administração pública, onde se estima que haja um decréscimo de 22% e 18%, respetivamente.

Contudo, a análise indica que os serviços profissionais, científicos e técnicos vão ter um crescimento de 16% e que a procura no setor da educação terá um aumento na ordem dos 6%.

Neste sentido, a PwC aconselha os governos – que queiram mitigar os efeitos da entrada da inteligência artificial de uma forma mais abrangente – a apostar fortemente nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia, arte e design e matemática. É também por esta razão que é cada vez mais importante saber como preparar as crianças para empregos que ainda não existem.

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