O Instituto Pedro Nunes, incubadora e aceleradora de Coimbra, vai liderar um projeto europeu do setor espacial onde vão participar 150 start-ups.

O Instituto Pedro Nunes (IPN) fez saber ontem, dia cinco de janeiro, através de uma nota à imprensa, que vai estar à frente do Astropreneurs, um programa que gere um orçamento de dois milhões de euros para acelerar novas ideias de negócio que tenham como foco o setor espacial ou que incorporem tecnologia espacial em aplicações terrestres. As inscrições para as start-ups abrem em setembro deste ano.

Financiada através do Horizon 2020, um programa da Comissão Europeia, esta iniciativa quer criar novos negócios que, por consequência, vão gerar emprego e estimular o crescimento económico. Isto vai ser feito em cooperação com a indústria, investidores e instituições nacionais e europeias. O Astropreneurs conta ainda com a parceria de instituições da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Reino Unido e República Checa.

Durante o programa, perto de 500 empreendedores vão ter acesso a formação intensiva, que inclui 50 horas de mentoria e consultoria conduzida, por 100 peritos. Além disso, têm a possibilidade de participar em workshops técnicos e reuniões com os grandes players do mercado espacial.

O objetivo é apoiar os participantes a acelerarem os seus projetos e a captar investimento público e privado, criando facilidades na inserção e consolidação no mercado dos projetos envolvidos no programa.

Para que as empresas consigam tirar o máximo proveito do mercado em que se inserem, o Astropreneurs vai dar acesso a uma larga rede de contactos da indústria, de investidores e agências do setor.

Este projeto marca uma nova realidade na exploração económica do mercado espacial. Tal como assinalado pelo comunicado do IPN, “durante muito tempo, o setor espacial foi mais vocacionado para objetivos estratégicos relacionados com a ciência e exploração do Espaço”. No entanto, nos últimos anos, esta realidade tem vindo a mudar e o setor tem atraído cada vez mais a atenção de empresas, investidores privados e Estados.

Exemplo disso são as oportunidades que sistemas como o Galileo, um aparelho de localização por satélite europeu, que ao fornecer dados com extrema precisão está a criar novas áreas de negócios. Já são centenas as start-ups exploram esta oportunidade.

Desde que foi criado, em 1991, o IPN tem uma relação próxima com o setor espacial. Empresas como a Critical Software e a Active Space Technologies, incubadas na instituição, são um exemplo disso.

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