Estamos, sem dúvida, na era das start-ups. Portugal já não se afirma apenas como um bom lugar para os portugueses lançarem o seu negócio, mas é também, e cada vez mais, um país capaz de atrair investimento internacional e de criar um ecossistema empreendedor.

Para além de gozar de uma localização privilegiada, Portugal é igualmente um país dotado de boas e modernas infraestruturas que o fazem funcionar como uma ponte entre o continente Americano e o continente Africano: mão-de-obra altamente qualificada e com grande conhecimento de línguas estrangeiras (cerca de 61% da população portuguesa fala uma ou mais línguas estrangeiras e cerca de 95% estudou inglês), bom clima e um custo de vida altamente competitivo.

Além disso, dispomos de inúmeros programas e incentivos ao lançamento de novas empresas, sendo que Portugal é um dos países onde é mais fácil começar um negócio e que oferece, ao mesmo tempo, um nível de educação excecional a toda uma nova geração de recém-formados talentosos que saem das universidades fluentes em inglês e preparados para conquistar o mundo. Também as nossas infraestruturas tecnológicas gozam de uma grande vantagem competitiva.

Foi essa mesma alavanca que, há 15 anos, nos fez soltar amarras e lançar a WeDo Technologies, como uma fábrica de software baseada em Portugal.

Ao longo destes anos, e num misto de inovação e criação de produto, a empresa é hoje reconhecida pela consultora de mercado, Gartner, como sendo a líder mundial na criação de software para garantia de receita e gestão de fraude em telecomunicações.

No entanto, não é segredo para quem trabalha nas start-ups que a inovação é difícil.

Até mesmo para empresas mais bem estabelecidas, como a WeDo, sabemos que não existe uma fórmula comprovada para o sucesso, especialmente quando se trata de inovação.

Um dos fatores que nos ajudou a ser bem-sucedidos no campo da criação e entrega de um produto com valor acrescentado para o mercado, foi o facto de termos sido bons executores na definição dos processos de funcionamento em que os nossos mecanismos de inovação estão alavancados.

Antes mesmo do lançamento da empresa, um conjunto de fundadores criou um manual, ainda hoje em vigor, com o conjunto de práticas e processos para estruturar, organizar e incentivar transversalmente a inovação, enquanto catalisadora para o desenvolvimento de produtos. Segundo esse mesmo manual, a inovação é vista como parte de um ecossistema que procura a melhoria contínua, no alinhamento do objetivo comum que é a criação de valor.

Atualmente, contamos com mais de 170 clientes do nosso software em mais de 90 países, e com mais de 600 colaboradores que dão a sua parte do contributo para a criação dos produtos inovadores que nos fazem crescer a quota de mercado.

A todas as start-ups que queiram saber como a implementação de processos pode funcionar como um estímulo à inovação que leva à criação de produtos capazes de serem monetizáveis, como podem tirar partido da tecnologia que desenvolvemos ou até mesmo alavancar em conjunto a nossa rede de clientes mundial, lançamos aqui o desafio de nos contactarem.

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Sobre o autor

Rui Paiva

Rui Paiva é Presidente Executivo da WeDo Technologies e COO da SSI - Software and Technology. É membro da Comissão Executiva da BizDirect, Saphety, SSI Sonae Serviços Partilhados e, mais recentemente, da empresa S21Sec, com sede em Espanha. Antes de fundar a WeDo Technologies em 2001, Rui Paiva desempenhou funções como Diretor de Sistemas de Informação e Adjunto da Comissão Executiva da Optimus Comunicações. Anteriormente, passou pela HP Portugal, como... Ler Mais