Quando comparados às gerações mais velhas, os empreendedores com menos de 35 anos são mais orientados para o impacto social e tem uma visão substancialmente diferente sobre a prática enquanto business angels.

A nova “fornada” de empreendedores está a abrir negócios com o objetivo de criar um impacto positivo na sociedade. As conclusões são do estudo “Essence of Enterprise”, levado a cabo pelo HSBC Private Banking, no qual foram entrevistados mais de 3700 empreendedores bem-sucedidos oriundos de 11 países diferentes.

Apesar de haver relatórios negativos sobre a atuação dos aclamados millennials no mundo dos negócios, o estudo do banco britânico aponta para que esta geração esteja mais orientada para criar um impacto positivo do que as gerações anteriores.

Orientação para o impacto social pode ter repercussões positivas
Os números indicam que perto de 24% dos empreendedores com idades inferiores aos 35 anos têm este bem-estar social como alvo, enquanto que só 11% dos empreendedores acima dos 55 o fazem.

Em vez de priorizarem áreas como criação de mais valor para os shareholders ou a prosperidade económica, o estudo revela que um em cada cinco empreendedores (20%) considera a responsabilidade social, o estar ativo na comunidade ou a responsabilidade ambiental, como algumas das prioridades mais importantes do seu negócio.

O estudo sugere ainda uma relação forte entre a importância debitada no impacto social e a ambição enquanto empreendedores. Tanto que 1/3 dos entrevistados que fazem projeções de alto crescimento para os seus negócios afirmam que entraram no mundo dos negócios com a finalidade de criar um impacto social positivo. Isto sugere que este impacto era uma componente importante na receita para o sucesso empreendedor.

A nova geração traz consigo mais business angels
Neste sentido, é também interessante referir que os entrevistados que dão prioridade ao impacto social têm mais hipóteses de tornarem business angels e mostram mais abertura para pedir conselhos e apoio a mentores.

Na verdade, quase metade dos inquiridos (47%) já investiu noutros negócios, de forma a canalizar capital e conhecimento para a comunidade de empreendedores.

O estudo revela ainda que a nova geração de empreendedores está a começar a investir a um ritmo mais acelerado que as anteriores. Enquanto que 57% dos entrevistados com menos de 35 anos já abraçaram a aventura de se tornarem business angels, apenas 29% dos que têm mais de 55 anos mostraram ter esta experiência.

Em termos de visão do investimento anjo, mais de metade dos jovens empreendedores (57%) veem esta prática como uma forma de se ligarem e conectarem com outras pessoas, de se manterem a par do progresso da indústria e de aumentarem o seu conhecimento. Por outro lado, a geração acima dos 55 afirma que vê esta prática como uma forma de diversificar o seu portefólio de investimentos.

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