O caso veio da Suécia onde uma igreja tem fé que os seus investimentos encontrem o próximo Spotify.

O ecossistema de start-ups da Suécia é um dos mais fortes da Europa contando com vários fundos de capital de risco e inúmeros business angels. Na última semana, este universo de start-ups recebeu a notícia da abertura de um novo fundo: o Luminar Ventures.

A diferença entre este fundo e os já existentes é que tem um parceiro sui generis: igreja sueca que detém 10% de um fundo de quase 50 milhões de euros.

O Luminar Ventures procura investir em start-ups de base tecnológica que ainda se encontrem em fase seed e que, por norma, não têm muita atenção dos investidores. “Áreas como e-health e e-learning contribuem para os objetivos de desenvolvimento sustentáveis [da ONU], mas não se encontram empresas deste género na bolsa”, referiu Gunnela Hahn, gestora da parte do fundo pertencente à igreja, à publicação Di Digital.

Apesar de ser a primeira vez que a igreja sueca está a investir em start-ups, Hahn revela que é um risco pouco elevado tendo em conta os outros investimentos já feitos, que somam um total superior a 800 milhões de euros.

Gunnela Hahn afirmou ainda ao Di Digital que “se vamos investir num fundo de capital de risco é porque contribui para o desenvolvimento sustentável da sociedade e da economia”. Algo que poderá ser feito através dos investimentos realizados em start-ups com este tipo de finalidades, salienta.

O objetivo é apostar entre 100 e 150 mil euros em 50 start-ups em fases embrionárias. O fundo é gerido por dois business angels conceituados no ecossistema sueco de start-ups e parte do capital foi financiado pelo Fundo Europeu de Investimento (FEI). Jacob Key e Magnus Bergman são os investidores anjo que orientam o fundo em cooperação com a Sting, a aceleradora de start-ups baseada em Estocolmo.

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