Foi assinado ontem o acordo entre a IFD e o FEI para o arranque do programa de investimento de 100 milhões de euros.

A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e o Fundo Europeu de Investimento (FEI) formalizam ontem, no Ministério da Economia, a parceria que vai dar início ao Portugal Tech, um programa de investimento de 100 milhões de euros.

O programa vai combinar fundos nacionais, através do IAPMEI, e fundos europeus, e contempla investimentos em projetos de transferência tecnológica, start-us e PME. Atrair capital privado e institucional para investimento em empresas de base tecnológica sediadas no nosso país é outro dos objetivos do programa. A IFD e o FEI disponibilizarão 50 milhões de euros cada para o programa, mas a par deste montante o programa quer captar mais verbas, entre 40 a 100 milhões de euros, de investidores privados e/ou institucionais.

Na cerimónia de assinatura da parceria, Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, congratulou-se com o acordo firmado entre as duas entidades. “Este momento marca uma nova linha, uma nova capacidade de financiamento à economia por parte da Instituição Financeira de Desenvolvimento. Portugal necessita de sustentar o momento de crescimento económico que está a viver e sabemos qual é o caminho que tem de se assinalar nesse percurso. É preciso aumentarmos a produtividade, para isso precisamos de mais investimento, de mais inovação. E é função do Governo, identificar no contexto económico português, as necessidades que surgem para apoiar o esforço de investimento empresarial que está a ser feito e o esforço de inovação a que as empresas precisam de se dedicar”, frisou.

O evento que, para além do ministro da economia, contou com as presenças de Pier Luigi Gilibert, diretor executivo do Fundo Europeu de Investimento, Henrique Cruz, presidente da comissão executiva da IFD, Nuno de Sousa Pereira, presidente não executivo da IFD, Nuno Mangas, presidente do IAPMEI, entre outros parceiros e convidados, nacionais e internacionais, que assistiram à cerimónia, serviu também para explicar alguns dos requisitos e etapas que as empresas têm de seguir para se candidatarem ao programa. Podem fazê-lo através do site do Fundo Europeu de Investimento ou do endereço eletrónico específico, apresentando o projeto: equipa de gestão, estratégia de investimento, mercado target, estrutura legal, expetativas de retorno, entre outros itens.

Durante a cerimónia de assinatura do acordo, o ministro da Economia salientou ainda que “é com muita satisfação que vemos entrar nesta parceria um ator importante no mercado europeu como é o Fundo Europeu de Investimento. A experiência do Fundo Europeu de Investimento a trabalhar com intermediários financeiros, com investidores e na capacidade de dinamização do mercado europeu, é um sinal muito importante também para a dinamização do nosso ecossistema de inovação e de empreendedorismo e também para o nosso sistema de capital de risco. Mas também é importante assinalar que o Fundo Europeu de Investimento entra em Portugal neste projeto ao lado e em parceira com a Instituição Financeira de Desenvolvimento. Aquilo que este projeto assinala também é a capacidade da IFD alargar as ferramentas e os instrumentos que tem ao seu dispor e de os colocar ao serviço do sistema inovador português e ao serviço do sistema de capital de risco em Portugal, e, sobretudo, ao serviço do crescimento da nossa economia, através do esforço de investimento, particularmente do lado do capital”.

Portanto, finalizou, “quero cumprimentar a equipa da IFD pelo esforço que fez no sentido de montar esta parceria, e agradecer o empenho e envolvimento do Fundo Europeu de Investimento para assegurar este momento que agora se assinala. E aquilo que, sobretudo, desejo assinalar é a capacidade, quer dos operadores de capital de risco, quer dos investidores nacionais de se poderem associar a este esforço e de muito rapidamente colocarem estas verbas ao serviço das empresas mais inovadoras”.

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