“A minha única ansiedade é saber como é que posso ser útil ao mundo.”

A vida de Vincent van Gogh foi conduzida pela loucura e, tal como tanto outros artistas, o seu trabalho só foi reconhecido depois da sua morte. Durante os poucos anos que se dedicou à arte, van Gogh foi ridicularizado por quem o rodeava, incluindo a mãe.

O que é que podemos aprender com a história de um homem que foi ridicularizado e que é relembrado tanto como um lunático ou como um génio?

Partidas falsas podem conduzir ao sucesso

Van Gogh era um jovem irrequieto que não conseguia estar parado durante muito tempo, seguindo as suas vocações e experimentando vários trabalhos.

O primeiro foi como dealer de arte, em Londres. Este primeiro encontro com a arte foi o começo da sua experimentação e desilusão no mundo do trabalho. Tendo desistido desta carreira, seguiu-se a tentativa de ser pastor, mas que rapidamente caiu por terra depois de ter chumbado num dos exames. Não se contentando com este desenlace, o então aspirante a pastor tentou entrar no mundo cristão, enquanto profissional, uma vez mais. Não conseguiu.

A experimentação, a desilusão e as falhas foram um tema comum na vida de van Gogh. Quando o artista finalmente se apercebeu que, apesar de todo o fervor, não ia conseguir tornar-se pastor, forçou-se a aceitar os factos.

Mesmo não conseguindo seguir o caminho de pastor, não se afastou da religião. Van Gogh passou vários anos enquanto missionário e evangelista viajante. Nesta altura, o artista parecia estar a “vaguear na vida” e os seus pais estavam preocupados.

Houve até uma altura em que o pai do pintor admitiu ser uma boa ideia colocar van Gogh num hospital psiquiátrico. Mas, apesar de todos estes incidentes, quando se faz uma retrospetiva, vê-se um padrão: desde as caminhadas que fazia pela natureza, onde apreciava a sua beleza, desde a sua aspiração a dealer de arte e pastor. Nada disto aconteceu por acidente.

Havia uma força que guiava van Gogh pela sua vida e que o ajudava a encontrar o caminho. Essa força chama-se intuição. Durante algum tempo um dos artistas mais conhecidos de sempre teve de lidar com o fracasso, mas ao mesmo tempo viu-se guiado numa certa direção e nunca parou de tentar.

Seguir a intuição

“A minha única ansiedade é saber como é que posso ser útil ao mundo.” A frase foi escrita por van Gogh numa carta ao seu irmão.

Ainda sem ter descoberto a sua vocação, o artista nunca deixou de experimentar funções novas. Eventualmente, aos 27 anos van Gogh descobriu a sua verdadeira vocação, tornando-se pintor.

A sua carreira enquanto artista foi curta, durando apenas 10 anos. Quando finalmente encontrou o seu destino, apercebeu-se que todo o seu caminho turbulento era apenas uma preparação para a sua vida artística.

O irmão teve de financiar grande parte da sua vida artística, visto que as obras só começaram a ser conhecidas depois da sua morte.

É difícil não dizer que van Gogh nunca desistiu. Na verdade, o pintor desistiu de muitas coisas, mas nunca desistiu da intuição que lhe dizia para fazer algo de significativo com a sua vida. O artista usou o fracasso como uma maneira para descobrir o seu caminho, utilizando cada porta fechada como uma maneira de o enviar numa direção nova.

Pontos a retirar da história de van Gogh

Pode reconhecer alguns dos obstáculos de van Gogh na sua própria vida. Há três lições passíveis de serem retiradas da história do pintor e que, possivelmente, pode usar na sua própria vida.

Oiça o fracasso. Vincent van Gogh falhou muito, mas cada fracasso ensinou-lhe algo sobre si mesmo e levou-o a dar um passo em direção à sua verdadeira vocação. Se sente que, de alguma maneira, está predestinado a grandes feitos, mas não sabe o que fazer, faça o mesmo que van Gogh, tente várias funções até descobrir a que realmente se adequa a si. O fracasso pode ser seu amigo e acabará por guiá-lo.

Mas, mais importante que ouvir o fracasso é não ignorar a sua intuição. Nem todo o fracasso é sinal de que deve desistir. Eventualmente, acaba por aprender a confiar em si mesmo. Tente ouvir a sua intuição e continue a fazer aquilo que sente que é o correto.

 

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