A start-up portuguesa foi selecionada para entrar no Data Pitch, um projeto europeu financiado pelo Horizon 2020 e organizado pela Beta-i que vai acelerar start-ups.

Software de reconhecimento tridimensional de gestos que corre numa plataforma de inteligência artificial com o potencial de prevenir acidentes na estrada e de gerar alertas para equipas de socorro em tempo real. Não estamos a falar de uma start-up norte-americana ou nórdica, mas sim da Heptasense, uma equipa portuguesa que foi selecionada para entrar no Data Pitch.

O projeto português – que já tem a sua tecnologia instalada em fábricas da Mercedes – é um dos 29 selecionados para o ambicioso programa europeu, que celebra o final do seu ciclo de vida nesta terceira edição. Esta terceira fornada eleva assim o número de start-ups que receberam 100 mil euros de financiamento a fundo perdido para 47. Mentoria de especialistas, oportunidades de investimento e acesso a dados gerados por entidades públicas e privadas são outras regalias apresentadas pelo Data Pitch.

A tecnologia desenvolvida pela Heptasense tem como finalidade solucionar um dos grandes problemas dos entupimentos nas grandes cidades: o trânsito causado por acidentes. A solução não só retira informação das câmaras de vigilância de trânsito, como também integra dados de meteorologia e o histórico de acidentes e GPS, de forma a prever e antecipar padrões e a enviar sinais de alerta mais rápidos às equipas de apoio.

A equipa portuguesa vai estar acompanhada por projetos oriundos do Reino Unido, Itália, Alemanha, Estónia, Dinamarca, França, Espanha, Lituânia e Holanda. Cada uma vai dedicar o seu tempo a resolver um desafio específico de vários setores, que vão desde a indústria automóvel às finanças, passando pela área farmacêutica e de privacidade.

Alguns destes desafios foram propostos por empresas de grande dimensão, como a tecnológica Konica-Minolta, a Altice ou grupo português José de Mello Saúde. Saliente-se, ainda, que o programa tem a duração de seis meses, é coordenado pela Beta-i, em conjunto com a Universidade de Southampton, o Open Data Institute e a plataforma francesa de dados Dawex, e será financiado pelo programa de pesquisa e inovação da União Europeia Horizon 2020.

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